quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Catedral



"O Padre José de Souza Lima viu longe erguendo um templo com vinte e cinco metros de frente para setenta e cinco de fundo. Como as catedrais do Médio Evo, a matriz de Santo Antônio era para o campanhense princípio e fim. Os seus livros de tombo registram nascimentos, batizados, casamentos, testamentos, óbitos e inventários. Para os mortos, cavava-se no chão da nave. Foi sala de eleições, e palco de autos, manifestação do teatro religioso. A matriz de Santo Antônio, à feição da Idade Média, que assinala o esplendor da fé católica, presidiu, ao longo da monarquia, ao desfile incessante das gerações". Manuel Casasanta - 1929.

Fonte: O Púlpito da Campanha, de Marcos Valério Albinati Silva.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O conformismo do cidadão campanhense.

Fico a observar nas filas de bancos, postos de saúde, correios, rodinhas na praça, etc., como o povo adora reclamar das "injustiças" dos nossos governantes. O que mais chama a atenção é quando alguma lei entra em vigor. Os ouvidos dos vereadores e chefe do executivo devem pegar fogo. Como se reclama. Todo mundo passa a dar pitaco. Mas como diziam os antigos: "depois que a procissão passa, não adianta tirar o chapéu".

Moramos numa cidade pequena. Todos os vereadores são conhecidos e de fácil acesso. Não mordem. Não batem. Não mandam prender. Não é preciso ter medo deles. São gente de carne e osso, como nós. Quando encontrar algum na rua, não custa perguntar o que está sendo discutido e votado na Câmara. Procurar saber o que está acontecendo com a cidade é direito e dever do cidadão. Da mesma forma que é dever do vereador representar a sociedade que o elegeu. O vereador deve fazer valer sua autonomia. O vereador consciente, ao discutir um projeto de lei, sabe o peso e valor de seu voto. Este será determinante na vida dos cidadãos a quem representam. 

Todo cidadão tem o direito de assistir às reuniões da Câmara, bem como as reuniões das Comissões que integram a Casa Legislativa. Mesmo porque se não conhecer a legislação municipal vigente, pode até mesmo sofrer conseqüências por desrespeitar alguma lei. Vemos, como exemplo, bancos sem máquinas de senhas adequadas e fazendo o cliente esperar mais de 15 minutos. Muitos não sabem da existência desta lei municipal. E os que sabem não procuram seus direitos. Outro exemplo é a lei municipal que proíbe motociclistas adentrarem o comércio usando capacete. Numa dessa pode muito bem levar uma multa.

Onde quero chegar? A um projeto de lei que tramita na Câmara. Projeto este que objetiva aumentar a tarifa de iluminação pública. Eu já conversei com alguns vereadores que tenho mais liberdade. E você? 

Nossa conta de luz é absurda e ainda aparece este projeto de lei para ampliar ainda mais a saturada fatura. Alguém já teve a curiosidade de dar uma lida em toda a fatura e não apenas o valor total da sua conta de energia? Pegue uma e dê uma olhada num quadro que fica à direita: "Informações de Faturamento". Para ter uma ideia: minha conta veio no total de R$ 257,60. Na verdade (está lá neste quadrinho), gastei de ENERGIA, R$51,50. O resto é tudo tributo, encargos, etc. O valor da "contribuição" custeio de iluminação pública: R$10,66. Esta arrecadação vai para os cofres do Executivo. Este, conforme a Lei Complementar vigente desde 2002, deve empregar o montante em benefícios e manutenção da rede de iluminação pública do município, além de quitar as contas de luz dos prédios da prefeitura. 

Quem, como sempre vai pagar o pato, no caso a conta, vai ser a classe média e baixa. Evidentemente, conforme um amigo vereador,que em 2002 votou contra o Projeto de Lei que criou a taxa de iluminação pública em Campanha, o comércio e a indústria simplesmente não vão pagar esta taxa. Quem irá pagar, seremos nós. Evidentemente o aumento será repassado para o consumidor final, embutido nos produtos.

Não vou ficar dando uma de mala. Não vou ficar dando murro em ponta de faca. O que posso fazer é alertar ao leitores deste blog, que o projeto ainda está na Câmara. Procure o/os vereador/es de sua confiança e peça a ele/s, que te represente de acordo com sua vontade. Digo isso, porque pode o leitor pensar de forma diversa da minha. Neste caso, faça valer a democracia. 

Só não fique depois reclamando pelos cantos, da "injustiça" dos nossos governantes. É mais digno procurar o seu representante e com ele expor suas idéias, do que ficar a queixar. Tempo para isso ainda existe. E quem cala, consente.

Giovani Rodrigues


sábado, 3 de novembro de 2012

Colégio Sion - Campanha MG

Outro belo vídeo do amigo Toninho Ribeiro sobre nossa cidade. Agora com belíssimas imagens do extinto Colégio Sion. Prédio que hoje pertence à Diocese da Campanha-MG.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Elogio da liberdade

"Venturoso aquele a quem o céu deu um pedaço de pão, sem o obrigar a agradecê-lo a outrem que não seja o mesmo céu". 

Miguel de Cervantes (Dom Quixote/II/LVIII)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dom Othon Motta será homenageado na 13ª FLIC


Dom Othon Motta
(1960 -1985)
  • Nascimento: Rio de Janeiro /RJ, em 12.05.1913.
  • Ordenação Presbiterial: 12.01.1936
  • Sagração: 24.05.1953 - Bispo Auxiliar em Juiz de Fora.
  • Preconizado Bispo Coadjutor de Dom Inocêncio, com direito à sucessão em 30.05.1959.
  • Posse como Bispo Diocesano na Campanha: 16.06.1960.
  • Por motivo de saúde foi auxiliado por dois Administradores Apostólicos: D. Antônio Afonso de Miranda (de 1976 a 1981) e D. José D’Ângelo Neto (de 1982 a 1984).
  • Falecimento: 04.01.1985.
Algumas realizações: Construção da parte nova do seminário e de seu respectivo caramanchão, reforma da parte interna da Catedral, Herma a Dom Inocêncio no Adro da Catedral, patrocínio da Casa da Criança em terreno da Diocese e da Faculdade de Filosofia e Letras de Varginha, criação de 2 paróquias, realização de diversos tríduos e semanas de estudo para o Clero; abençoou a fundação de duas casas contemplativas da Diocese: O Carmelo de São José em Três Pontas e o Mosteiro Beneditino de Maria; visitas pastorais em todo o Bispado.






Organizada anualmente pela ONG Sebo Cultural, Ponto de Leitura e integrante do Calendário Nacional de Feiras de Livro realiza nos dias 16 a 18 de maio de 2013, a 13ª FLIC será dedicada a Dom Othon Motta e Comendador Nilton Val Ribeiro.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Rede Vida digital em Campanha MG?



Alguém saberia informar o que significa a seguinte Portaria? 


PORTARIA No- 1.888, DE 5 DE SETEMBRO DE 2012 

O SECRETÁRIO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO 
ELETRÔNICA, no uso das atribuições que lhe confere o Anexo IV, 
Art. 71, inciso XXII, da Portaria nº 143, de 9 de março de 2012, e 
observado o disposto no art. 7º do Decreto nº 5.820, de 29 de junho 
de 2006, bem como o que consta no Processo nº 53000.048933/2010, 
resolve:

Art. 1º Consignar à TELEVISÃO INDEPENDENTE DE 
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO LTDA., autorizatária do Serviço de 
Retransmissão de Televisão, na localidade de CAMPANHA, estado 
de Minas Gerais, o canal 20 (vinte), correspondente à faixa de frequência 
de 506 a 512 MHz, para transmissão digital do mesmo 
serviço e na mesma localidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de 
Televisão Digital Terrestre.

Art. 2º A presente consignação reger-se-á pelas disposições 
do Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subsequentes e seus 
regulamentos, bem como pelo Decreto nº 5.820, de 2006. 
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 

GENILDO LINS DE ALBUQUERQUE NETO 

Fonte: VCFAZ.NET

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Perdão? Por levar a sério a Doutrina Católica?

Sinceramente não entendi qual a intenção do sujeito que escreveu as orações do Ato Penitencial do folheto Deus Conosco deste domingo.

"Pres.: Cristo, perdoai-nos pelas vezes que ofuscamos vossa luz, fazendo de vossa doutrina apenas leis de imposição. Cristo, tende piedade de nós"

"Leis de imposição"? Mas toda doutrina não é lei? E toda  lei não é imposição? 

Tipicamente teologia da libertação, impregnando a cabecinha dos incautos. 

A Doutrina católica existe e é para ser obedecida pelos católicos. Modernistas infiltrados na Igreja querem a qualquer custo minar os ensinamentos do Sagrado Magistério.

São tantos que caem em heresia e/ou apostatam da fé pelo simples motivo de não conhecerem a Doutrina da Igreja. E ainda somos obrigados a ler num folheto dominical uma "oração" na clara intenção sofismática de levar o pobre incauto a repudiar as leis da Igreja. Documentos estes, que são elaborados pelos Papas e pelo Sagrado Magistério para bem instruir o católico.

Se é "pecado" "ofuscar" a luz de Cristo com "leis de imposição", isto explica o motivo de hoje encontrarmos  "católicos" que também frequentam o espiritismo, a maçonaria, etc. Outros aderem ao socialismo, ao marxismo, ao indiferentismo religioso, ao agnosticismo, enfim a todo e qualquer relativismo. Tudo isso num verdadeiro "sincretismo" religioso.  Tudo dentro do mais perfeito politicamente correto. Tudo pode, afinal a Doutrina da Igreja é uma imposição que ofusca a luz de Cristo...

Repudiar as leis da Igreja  é sinal de protestantismo. Quem protesta, é protestante, e não um verdadeiro católico. 

Muito cuidado deve-se ter ao "entregar-se" às falácias que são introduzidas sutilmente nos folhetos dominicais.  

Giovani Rodrigues

Convite - Padre Victor


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CARTEIRA DE SENHORA

Texto da portuguesa Leonor Martins de Carvalho, que gentilmente autorizou a publicação neste blog. Interessante como encaixa-se perfeitamente à nossa realidade nacional. Vamos a ele:

DIA 30
Como a carteira foi a banhos à socapa e não me deixou pesquisar o seu conteúdo, fiquei por minha conta.
Nesta minha ermitagem (sei que não existe, mas parece que não chegam, as palavras…), não vejo nem leio notícias, não tenho ideia do que se vai passando fora dos meus horizontes, limitadíssimos, é certo, mas ao mesmo tempo infinitos. Vou então divagar, navegando sem destino, ora em alto mar, ora perto da costa, ao sabor dos ventos. Sei que vão ser rotas muito batidas, mas paciência, os déjà vus também têm direito à vida.
O que nos revolta mais hoje em dia?
Será alguns terem-nos roubado e deixado na penúria sem qualquer espécie de remorso?
Será sentirmos que a justiça nos abandonou?
Será viver num mundo em que já não cabem nem a palavra nem a honra substituídas pela mentira e os seus temíveis guarda-costas, a ganância e a ambição?
Será ver a miséria e abandono em que estão a lançar cada vez mais de nós?
Será saber que nos espremem sem dó nem piedade enquanto tudo continua na mesma e ninguém é responsabilizado?
Será porque nos tentam manipular a consciência apontando-nos como culpados sem perdão?
Será porque acreditámos em palavras que não queríamos acreditar serem ocas?
Será por vermos a soberania a fugir, o património devastado, a língua destruída, como coisa corriqueira de somenos importância ou facto consumado?
Será este sistema fechado em si próprio, uma caricatura a que chamam democracia mas em que sempre os mesmos se servem nenhum servindo Portugal?
Como a vida não é um concurso ou uma eleição podemos bem afirmar que é tudo isto que nos angustia e enoja.
Dizem-nos que os partidos existem para representarem as pessoas. Representam? Ou representam-se a eles mesmos, só rodando as personagens após as saídas para lugares de favor a quem favores prestaram ou para reformas que ninguém compreende?
As palavras, nos programas eleitorais, são vãs. Já sabemos há muito que o prometido antes de eleições só coincide com a praxis em milímetros e quase que por mero acaso. Não são novidade os discursos de políticos dizendo uma coisa e, com o maior dos desplantes, exactamente o seu contrário uns meses depois, voltando em seguida à primitiva quando lhes apraz.
Para chegarmos a este ponto (e não é problema só português), deixámos que toda a vida política (e não só) ficasse na mão dos partidos. Lenta e insidiosamente foram tomando conta de tudo, centralizando cada vez mais, para ter a certeza de que nada escapa ao seu controlo, convencendo-nos de que isso é que é democracia, porque votámos neles para nos governarem para nosso bem.
Um ardil tão grande, tão gigantesco, que vai levar anos a desmontar.
Tratam-nos como se fossemos imbecis, uns pobrezinhos que nada percebem das altas esferas da política, umas crianças órfãs, que precisam de tutores para os guiar pelas adversidades da vida. Neste caso, são eles que criam as adversidades, são tutores como nas histórias infantis a puxar à lágrima, que só querem ficar com o dinheiro do órfão e no fim o deixam na miséria.
Quem está a fazer qualquer coisa pelo país são os portugueses, não os governantes ou as oposições. Estão a sofrer como nunca mas continuam a lutar. A classe política não merece o povo que diz representar.
Há pouca gente verdadeiramente livre para falar. Mas os que o são, ouvimos sofregamente, e têm mais sucesso que qualquer político. Ainda não perceberam, os políticos. E têm medo. Medo de perder o controlo, as mordomias, o poder.
E podemos fazer o quê? Que portas nos deixaram abertas? Só vejo nesgas e buracos de fechadura.
Enchem a boca com o poder da sociedade civil, sabendo à partida que não tem nenhum, e se depender deles, nunca terá. Os meios de comunicação estão normalmente ligados a interesses comuns aos dos partidos.
É o reino do fingimento onde estamos literalmente sem rei nem roque.
Apenas nos temos a nós, um povo espantoso, que mesmo já com idade de descansar, lança as mãos à terra e a mais trabalho para ajudar os filhos.
Aqui, onde estou, ouvindo o silêncio, as folhas cantando o vento, e saboreando um pôr-do-sol português, penso que era fácil ir buscar as soluções à Fonte como vou buscar a água. Límpida, fresca e que sacia a sede.

Leonor Martins de Carvalho