sábado, 20 de dezembro de 2014

Notas sobre o estudo do latim.

Rafael Falcon*
Encontrei o latim enquanto procurava minha origem. A princípio mero símbolo de uma jornada ainda obscura, provou-se legítimo soberano, tendo sido por mim abandonado e redescoberto mais de uma vez; pode-se dizer que afinal entendi, num sentido mais profundo que o usual, por que todos os caminhos levam a Roma.

Ao contrário de muitos (talvez a maioria) dos latinistas, não me interessei propriamente pela língua do Lácio, instrumento precioso dos filólogos, chave da etimologia, manual dos eruditos. Queria mesmo era estudar filosofia. Enquanto a maioria dos meus semelhantes saltava, ávida, para o grego ático (tentação que sofri eu mesmo), tive a felicidade de perceber que, mais que da “língua original”, era preciso participar da “tradição cultural” que levava à filosofia. O templo de Apolo não se abria aos ímpios; antes os envolvia numa teia de ilusões, guiando-os para o mais denso da floresta, onde envelheciam delirantes, privados para sempre da luz do sol. A verdadeira Sibila só respondia a quem se dirigisse a ela na linguagem correta: a língua perpétua da humildade, da submissão aos ancestrais, da “pietas” impiedosa representada pelo Rei Anquises, no mundo dos mortos, instruindo seu filho Eneias sobre a vontade dos deuses. Não o brilho, o chamariz, o Olimpo; sim as sombras, o reino desprezado ou temido, o inferno. Foi este o caminho de Virgílio; foi este o de Dante. É o verdadeiro sentido dos versos de Pope:

“A little learning is a dang’rous thing;
Drink deep, or taste not the Pierian spring”

“Drink deep”, e não “much”. Não se trata, aqui, de erudição, isto é, do acúmulo de estudos sobre um autor ou uma época, que poderíamos chamar de estudo “horizontal”. Ao contrário, é preciso descobrir a significância de cada elemento, o peso que adquiriram na história e na formação das maiores almas de todos os tempos e, consequentemente, da nossa civilização como um todo. Ironicamente, a língua latina, que normalmente atrai inteligências minuciosas, “fault-finders” e normativistas ranzinzas, impressionou-me justamente pela elevação, pelo desprendimento, pela transcendência dos seus autores e da tradição que eles compunham.

Em outras palavras, não eram os particípios, gerundivos e declinações que interessavam — embora fossem, evidentemente, parte do caminho. O foco (digo-o no sentido etimológico, que remete ao fogo sagrado do deus Lar) era, para mim, o latim como disciplina intelectual e, em certo sentido, espiritual. O latim como “lingua pontifex”, construtora de pontes, ligando Dante e Camões a Homero por intermédio de Virgílio (esse Príncipe e Sumo Pontífice dos poetas), o organismo vivo que, ao longo de dois mil anos, adaptou-se harmoniosamente à cosmologia neoplatônica, à religião cristã, à literatura e filosofia da Grécia. O latim, não como língua, mas como alma; como ancião do Ocidente, profeta longevo, “magister gentium”. Aos poucos ele se tornou, para mim, a mesma coisa que a filosofia. Mais tarde eu descobriria que assim o concebiam os mestres medievais, que chamavam o estudo da língua e literatura latina (“grammatica”) de “pars prima philosophiae”, e John de Salisbury, que lembrava a seus contemporâneos (como poderia lembrar aos nossos): “em vão se avança rumo às demais disciplinas, sem a posse desta”.

Os métodos tradicionais de latim costumavam apresentar a língua como uma espécie de “introdução à lógica matemática”. Não estavam inteiramente enganados, claro; não obstante, bravos guerreiros tombaram perante os rigorosos “magistri” ginasiais, entre gemidos de “rosa, rosam, rosae…”. Contra tais sofrimentos, levantaram-se muitos, dentre os quais destaca-se a corrente de Hans Ørberg, que rememora a natureza social da linguagem e pede que o latim seja ensinado mais ou menos como as línguas modernas.

Eu me formei, inicialmente, com a Gramática Latina de Napoleão Mendes de Almeida e com os “Gradus” de Paulo Rónai, ambos representantes do ensino tradicional; na universidade, estudei com um método intermediário, o “Reading Latin”, que procurava ensinar a teoria gramatical de passagem, enquanto enfatizava a quantidade de leitura. Quando conheci Ørberg, já dava aulas particulares há alguns anos, mas me interessei e li alguns de seus materiais complementares (minha paciência para os livros introdutórios já não era grande), cuja qualidade nunca me decepcionou.

Sou um sujeito simples: não tendo motivo contrário, gosto de tudo e todos. Achei difícil escolher entre as tantas virtudes dos vários métodos e, no esforço de aprender a língua com máxima eficácia, acabei compondo uma metodologia própria que de original tem nada ou muito pouco. É possível descrevê-la como um “Reading Latin” sem textos adaptados, em que a teoria gramatical foi substituída pelo método analítico de Napoleão Mendes, com o acréscimo da “enarratio poetarum” conforme a aprendi nos pedagogos antigos e medievais. Dentre os autores famosos, Ørberg foi quem menos influenciou minhas concepções, talvez porque eu já pensasse de modo semelhante a ele em vários aspectos, mas os pontos nos quais divergimos dizem respeito, simplesmente, a diferenças em nossos objetivos.

A língua latina é muitas coisas; entre elas, é uma língua. Já foi falada um dia, e pode ser falada de novo. Evidentemente, não se aprende latim para fazer compras ou turismo, nem para conversar sobre um programa de televisão; tais coisas cada um pode fazer em sua respectiva língua moderna. Há um ou outro americano maluco que, segundo li, organiza “acampamentos latinos” indignos de homens adultos, mas isso não está necessariamente ligado à ideia de ensinar “latim vivo”.

O latim já foi a língua da alta cultura e das universidades, e poderia voltar a ser (refiro-me agora ao bonito projeto de Luigi Miraglia); contudo, não é o caso no presente momento, nem creio que será pelas próximas décadas. No novo papel social que os acadêmicos passaram a desempenhar, o idioma dos antigos escolásticos não lhes interessa mais. Além do mais, a integração de universidade, Igreja e cultura clássica não parece poder ser restituída imediatamente. Tenho mesmo a impressão de que sua existência na Baixa Idade Média não foi causa do esplendor intelectual da época, mas um de seus efeitos: se quisermos de fato restaurar a possibilidade de uma língua única para a alta cultura ocidental, creio que, antes de tentar a “renovação” do latim em moldes humanistas, o correto seria empreender sua “restauração” à maneira carolíngia. Noutras palavras, o que interessa no latim são, primeiramente, os “auctores” clássicos; o resto pode esperar, e talvez espere muito.

Aprender latim como uma língua comum pode ser o objetivo de alguns; outros preferem, como já mencionei, fazer dele uma espécie de treinamento lógico. Do modo como o vejo, contudo, trata-se da “primeira parte da filosofia” e, de certo modo, “imagem da filosofia”: uma disciplina cujo objetivo é passar de aparências a essências, por intermédio da resolução dialética de interpretações contraditórias. Uma arte que começa na recitação e na análise sintática, transita pela apreciação de figuras de pensamento e de palavras, chega à crítica literária e aponta para as mais altas inspirações do gênio humano.

Segundo a lição de Olavo de Carvalho, “a filosofia é a busca da sabedoria; a poesia é a sabedoria em busca dos homens”, e facilmente se redescobre o mesmo sentido na fórmula de S. João: “amamos nós, porque Ele nos amou primeiro”. Se a sabedoria é o Verbo, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, hoje encarnado e ressurreto sob o nome de Jesus Cristo, a poesia é Cristo que bate à porta e entra em nossas casas; a filosofia somos nós que abandonamos nossas casas, de portas escancaradas, para reencontrar Cristo. Este reencontro, expresso por diferentes autores como a modalidade suprema de consciência, é todo o objetivo da filosofia, e uma sombra dele resplandece em cada uma de suas partes menores. O estudo das letras não é exceção: seu objetivo deve ser, portanto, o estabelecimento de certa ordem na inteligência; a qual, não obstante ser ordem, impele para uma superação de si mesma, rumo àquela sabedoria que não pode ser abarcada por disciplina alguma. Todo e qualquer conhecimento só me interessa se contribui para esse fim, e testemunho que a língua latina, conforme a estudei e ensinei, sempre se mostrou tão eficaz quanto prometiam os mestres antigos e medievais.

*Rafael Falcon é bacharel em Letras/Latim, mestrando em Letras Clássicas e com formação acadêmica em Semiótica e Linguística Geral, tudo pela Universidade de São Paulo. Professor por vocação: lecionou inglês, português (gramática, literatura e redação), latim e foi coordenador pedagógico.

Escreveu no Ad Hominem (hoje inativo, infelizmente), o blog mais polêmico do Brasil, e professor do excelente Instituto Cultural Lux et Sapientia, em São Paulo.

Fonte: Blog Rafael Falcon

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Chico Xavier e suas profundas frases.

Desculpa a sinceridade, mas quando leio alguma frase do Chico Xavier no feicebúqui, fico tentando entender porque as pessoas curtem. Ou querem dar uma de intelectual (hoje é moda relacionar intelectualidade com espiritismo - este que só "pegou" no Brasil. Na terra de Kardec, Europa e EUA não "colou" - enquanto o catolicismo, pai da civilização ocidental é relacionado a velhinhas e idiotas lacaios do clero dominador e opressor) mesmo sem ter a menor ideia do que o farsante quis dizer com aquilo, ou simplesmente acham lindo o emaranhado de palavras que soam como poesia.

Exemplo: "Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja."

O que significa isso? Que porra é essa? Relativismo descarado. Parece "dilmês" no melhor estilo. Ambiente limpo é um local desprovido de sujeira, não importa se nunca foi sujado ou se foi sujado ao extremo. O que importa é uma limpeza eficiente.

Esta outra frase dele resume sua "filosofia": "A verdade que fere é pior do que a mentira que consola". Ao contrário dos católicos que preferem a dor da verdade, mas serve como impulso para se emendarem, o Xavier e seus seguidores preferem a mentira agradável (quem é o pai da mentira?). 


Linda imagem do Chico trocando idéias com uma fofa aparição de um espírito intangível.


Giovani Rodrigues

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Democracia - será ela um bem?

Democracia é o oposto a liberdade e tolerância

Frank Karsten  &  Karel Beckman *

Um dos mitos mais persistentes sobre a democracia é que ela é o mesmo que 'liberdade'. Para muitas pessoas, 'liberdade e democracia' caminham juntas, como as estrelas e a lua. Mas, na verdade, a liberdade e a democracia são opostas. Em uma democracia, todos devem se submeter às decisões do governo. O fato de que o governo é eleito pela maioria, é irrelevante. Coerção é coerção, quer seja ela exercida pela maioria ou por um único governante.
Em nossa democracia, ninguém pode escapar das decisões tomadas pelo governo. Se você não obedecer, será multado e, se se recusar a pagar a multa, você acabará na cadeia. É simples assim. Tente não pagar uma multa de trânsito. Ou seus impostos. Neste sentido, não há diferença fundamental entre uma democracia e uma ditadura. Para alguém como Aristóteles, que viveu em uma época em que a democracia ainda não tinha sido santificada, isso era óbvio. Ele escreveu: "A democracia ilimitada, assim como a oligarquia, é uma tirania espalhada por um grande número de pessoas."

Liberdade significa que você não tem que fazer o que a maioria dos outros homens quer que você faça, mas que você pode decidir por si mesmo. Como o economista John T. Wenders disse uma vez: "Há uma diferença entre democracia e liberdade. A liberdade não pode ser medida pela possibilidade de se poder votar. Ela pode ser medida pelo âmbito daquilo sobre o qual não se vota".

Esse âmbito é muito limitado em uma democracia. A nossa democracia não nos trouxe a liberdade, mas o seu contrário. O governo aprovou inúmeras leis que impossibilitaram muitas interações e relações sociais voluntárias. Inquilinos e proprietários não são livres para fazerem contratos da forma que acharem melhor, os empregadores e os trabalhadores não podem decidir livremente sobre os salários e as condições de trabalho que desejarem, médicos e pacientes não estão autorizados a decidirem livremente quais os tratamentos ou medicamentos que irão ser utilizados, as escolas não são livres para ensinar o que elas quiserem, os cidadãos não estão autorizados à 'discriminação', as empresas não estão autorizadas a contratar quem elas quiserem, as pessoas não são livres para assumir qualquer profissão que quiserem, em muitos países os partidos políticos têm de permitir candidatos do sexo feminino para cargos públicos, as instituições de ensino estão sujeitas a cotas raciais e a lista continua. Tudo isso tem pouco a ver com liberdade. Porque as pessoas não têm o direito de assinar qualquer tipo de contratos ou acordos que elas quiserem? Porque é que os outros têm que se meter em acordos sobre os quais eles não são parte interessada?

Leis que interferem na liberdade do povo de celebrar acordos voluntários, podem beneficiar determinados grupos, mas elas, invariavelmente, prejudicam outros grupos. Leis de salário mínimo beneficiam certos trabalhadores, mas prejudicam as pessoas que são menos produtivas do que o salário mínimo exige. Essas pessoas se tornam muito caras para serem contratadas e, assim, ficam desempregadas.

Da mesma forma, as leis que protegem as pessoas de serem demitidas podem beneficiar algumas pessoas mas desencorajam os empregadores de contratarem novas pessoas. Quanto mais rígidas são as leis trabalhistas, mais os empregadores têm razões de temerem ficar presos às pessoas de quem não podem se livrar quando o negócio deles requerer que o façam. O resultado é que eles contratam o mínimo de pessoas possível, mesmo quando os negócios vão bem. Novamente, isso tende a prejudicar, em particular, as pessoas com baixas qualificações. Ao mesmo tempo, o alto desemprego resultante faz com que as pessoas que têm um trabalho tenham medo de mudar de carreira.

Da mesma forma, leis de controle de aluguel beneficiam os inquilinos existentes, mas desencorajam os proprietários de alugarem habitações vagas e investidores de desenvolverem novos empreendimentos imobiliários. Assim, estas leis levam à escassez de habitação e elevam o valor dos aluguéis, prejudicando as pessoas que estão procurando um lugar para viver.

Ou considere as leis que ditam padrões mínimos para os produtos e serviços. Será que elas não beneficiam a todos? Bem, não. A desvantagem dessas leis é que elas limitam a oferta, reduzem a escolha do consumidor e aumentam os preços (mais uma vez, elas prejudicam, principalmente, os pobres). Por exemplo, leis que exigem normas de segurança para automóveis elevam os seus preços e os tornam inacessíveis para os grupos de renda mais baixa, que são privados de decidirem, por si mesmos, quais os riscos que eles querem assumir nas estradas.

Para ver porque tais regulamentos de 'proteção' têm sérios inconvenientes, imagine que o governo proíba a venda de qualquer carro abaixo da qualidade de um Mercedes Benz. Será que isso não iria garantir que vamos todos estar dirigindo os melhores automóveis e os mais seguros? Mas, claro, somente aqueles que podem pagar um Mercedes Benz ainda estariam dirigindo. Ou pergunte a si mesmo: porque o governo não triplica o salário mínimo? Nós todos estaríamos ganhando muito mais dinheiro, não é mesmo? Bem, aqueles que ainda tivessem emprego, sim. Os outros, não. O governo não pode fazer mágica com suas leis, mesmo que muitas pessoas pensem assim.

Em uma democracia, você tem que fazer o que o governo diz, já que, basicamente, tudo que você faz precisa de permissão do estado. Na prática, aos indivíduos ainda são permitidas muitas liberdades, mas a ênfase é sobre o permitir. Todas as liberdades que temos em uma nação democrática são concedidas pelo estado e podem ser tiradas a qualquer momento.

Embora ninguém peça permissão ao governo antes de tomar uma cerveja, esse consentimento é, no entanto, implicitamente necessário. Nosso governo, democraticamente eleito, pode nos proibir de beber cerveja, se quiser. Na verdade, isto aconteceu nos Estados Unidos durante a Proibição. Hoje em dia você tem que ter 21 anos para que seja autorizado a beber.

*
Frank Karsten é fundador do Mises Instituut Nederland. Ele aparece regularmente em público para falar sobre a crescente interferência do estado na vida dos cidadãos. www.mises.nl.
Karel Beckman é escritor e jornalista. Ele é o editor chefe do website European Energy Review. Antes de assumir este cargo, ele trabalhou como jornalista no jornal financeiro holandês Financieele Dagblad. O seu website pessoal éwww.charlieville.nl.

Leia aqui, o texto na íntegra: Instituto Ludwig Von Mises Brasil

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ipês em Campanha MG

Campanha está linda. Graças à natureza. E a generosidade dos moradores que cuidam dos seus ipês.


Rua Padre Natuzzi 

Fonte do Mathias - Fundo da casa do Tio Benjamim Andriatta.

Fundos da Serralheria do Hermínio Garotti.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Curicaca em Campanha MG

Ave bonita que religiosamente surge em par durante o crepúsculo aqui no centro da cidade. Ficam lá na pontinha da torre da Oi.

Após postar algumas fotos no Facebook, o amigo e professor de Ciências, Jorge Carlos Ferreira, disse que é uma observação inédita aqui em Campanha. Pesquisei no excelente "WikiAves". No mapa de ocorrências, o bichinho já foi visto em algumas localidades aqui do sul de MInas. Não tem registro aqui em Campanha. O mais próximo é Cambuquira, onde foi fotografado ano passado (2013). O som emitido pelo casal que observei é exatamente o que tem gravado no WikiAves.

Além de elogiar minhas fotos, o Prof. Jorge Carlos ainda disse que meu registro pontual pode ser inédito. Afirmou que o registro, cientificamente está perfeito.

Seguem as imagens:






O curicaca está lá na ponta da torre. Aumentando a imagem dá para vê-lo.



Compartilho um vídeo que encontrei no Youtube. Dá para ver nitidamente que trata-se da mesma espécie:



Giovani Rodrigues Arantes

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Festa da Assunção de Nossa Senhora - Campanha MG

Linda missa celebrada pelo Pe. Edson, vigário paroquial na Festa da Assunção da Virgem Maria. 

Conheça a Constituição Apostólica do Papa Pio XII, Definição do Dogma da Assunção de Nossa Senhora em Corpo e Alma ao Céu clicando aqui: 



(Clique nas fotos para aumentá-las.)













 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mario Sergio Cortella verborrágico.

Dando uma folheada na revista do TCEMG, deparei com um texto do Mario Sergio Cortella. Logo no começo o sujeito cita o filósofo brasileiro Nelson Cavaquinho. Leonardo Boff sobrevém. Em seguida, Paulo Freire. Mais para o final, o Talmude. Em nenhum momento o pseudo-teólogo falou de Jesus ou da Sagrada Escritura. Para um sujeito que tentou ser monge católico, estudou em escolas católicas e hoje é professor numa universidade católica, no mínimo soa como uma incoerência (ou má-fé mesmo). Preferiu mencionar a "sagacidade" hebraica do Talmude a falar do Velho Testamento (também hebraico e infinitamente mais sábio). Percebo que o risonho barbudo é tão hipócrita quanto o seu amiguinho "teólogo", o Boff. "Frei" Betto também faz parte desta laia. Envergonha-se de usar da sabedoria católica, preferindo em suas palestras, escritos e livros, referenciar tudo que se opõe ao catolicismo. 

Vive ainda num mundinho dominado pelo ranço da teologia da libertação, do relativismo, do politicamente correto. Gosta da fama e da grana. Tem uma legião de admiradores. Em sua maioria (ou totalidade) estudantes universitários e graduados. Isso é explicável: porque ser cristão, católico, crer num Deus Salvador e Ressuscitado não coaduna com a condição de acadêmico, de intelectual, pensam. Mas crer em espíritos de luz, sabedoria (?) budista e delírios esotéricos é que é o canal. Daí a preferência do Cortella pela omissão do cristianismo. O que importa é agradar os leitores de acordo com o que imaginam. Afinal não é nada descolado crer na Igreja. Onde já se viu? Isso é coisa de velhinhas. Coisa de retrógrado, medieval. Jamais ter sua imagem vinculada com o catolicismo. 

Enfim, pura verborragia aplaudida de pé pela “intelectualidade” nacional. Cego a conduzir cegos.

Giovani Rodrigues Arantes

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Arvo Part - Salve Regina

Enlevado em conhecer o trabalho do compositor erudito esloveno Arvo Pärt. Algo de divino. Agradeço ao amigo blogueiro, Sérgio de Souza d'O Camponês que "apresentou-me" este artista de extremo talento, que eu desconhecia.





domingo, 20 de julho de 2014

Algumas reflexões feicebuquianas - Leandro Souza

Leandro Souza
"O brasileiro é aquele sujeito que diz:
Eu não sei, não quero saber e vc tá errado porque sabe mais do que eu..."

"O analfabeto funcional sabe ler, tem graduação, mestrado e até doutorado. Mas ele não consegue interpretar o sentido das coisas, da realidade, da vida. 
O Brasil está cheio deles!"

"Paulo Freire é a maior prova de como destruir uma educação. O problema do brasileiro não é só na escrita. Seu pensamento já é viciado, revolucionário em si. Ele já traz todos os resquícios de "quebra-quebra" e revolução implícitos na cabeça de todo militante revolucionário. Quando vão articular qualquer ideia, acabam por fazer exatamente como o esquerdista, mas sem as estratégias antes por ele usadas, porque seu discurso é diferente, mas sua dialética é viciada. 

Muitas pessoas afirmam querer mais educação, mais saúde, mais emprego, mas mal sabe diferenciar o que é isso na prática. Ele mal entende de economia, de saúde, ou mesmo de educação. Apenas aprendeu a discursar como os gritos do revolucionário "anti-governista". Por que ser contra o governo? Há um sentido. Esse sentido deve estar ligado à compreensão, a como essa estrutura funciona, econômica e socialmente falando. Não há como destruir essa estrutura, sem antes saber como ela é de fato. 

Mas é necessário se reeducar para isso. Assim, o sujeito sai dos passionalismos das disputas rasas da política. A dicotomia sem sentido:"tem que ser este, porque ele é bonitinho para o público". Ou quando se trata de que sentido a filosofia tem, não apenas pela leitura desta, porque qualquer um pode aprender filosofia e ser um revolucionário. Qualquer um pode ler Heidegger, Nietzsche, Foucault, Oakkeshot, James, Dostoiévski, pensando ser um filósofo, mas é um revolucionário. Ele vai exercer seu conhecimento apenas para abarcar sua revolução interna e pessoal. Exerce, nesse sentido, a sede de poder, a sede do conhecimento para dizer: "eu sei mais do que você e posso comandar sua vida". 

Não adianta só reensiná-lo a escrever, mas também como pensar."

"Qualquer intelectualidade sem Deus é vazia, nula e tende ao extremismo. Repito: Sem Deus!"

"Antes eu tinha dúvidas..hoje tenho certeza de que o Brasil é um hospício."

"Sinceramente, acho que este país não precisa de mais "filósofos de botecto", aqueles que arrogam conhecimento, mas sem objetividade, ou sabedoria. O Brasil está cheio de "filósofos do nada", especialistas do lugar nenhum, da vaidade, do ledo engano, da juventude pueril.
Há muita informação, pouco conhecimento. Há muita falácia e pouca fala. Discute-se muito, com pouco ou nenhum norte, onde as ideias são como aquelas "rodinhas de hamster", onde o o sujeito corre, corre, mas não chega a nenhum lugar.

É preciso ter a velha volta dos conselhos dos anciãos, daqueles pais de família que se erguem e trazem de volta as velhas histórias, a volta da imaginação, da conquista, a voz da experiência e de um norte em situações difíceis."

terça-feira, 8 de julho de 2014

Barbosa livre da maldição de 1950


Barbosa - Goleiro da Seleção 1950


          Barbosa foi o goleiro brasileiro sacrificado até sua morte por ter tomado 2 gols em 1950 na final no Maracanã contra o Uruguai. Este é um episódio que neste 08/07/2014 está sepultado para sempre. Tragédia maior que um 2 X 1 em casa é ser derrotado nas semifinais, carregando nas costas o peso de 5 mundiais. Culpa do treinador, culpa dos jogadores.

Percebo que a mídia procura inocentar o goleiro Julio César. Elevá-lo à herói. A maioria dos torcedores estão indo na onda, pois o que vale é a opinião da Rede Globo, do Galvão Bueno e dos seus lambe-saco.

Dizem por aí que se não fosse o frangueiro, digo goleiro JC, a seleção não teria passado das oitavas. Mas não seria melhor nem ter passado da fase de grupos se soubessem que dariam o maior vexame da história do nosso glorioso futebol?

Júlio César - Goleiro Seleção Brasileira 2014

Quais as grandes defesas durante toda a Copa 2014 deste goleirinho meia-boca? Goleiros de verdade, decisivos, foram o nigeriano Enyeama, o chileno Cláudio Bravo (acaba de ser contratado pelo Barcelona), o norte-americano Tim Howard e o grande nome do Mundial, o rei da pequena área, o mexicano Ochoa. Todos com belíssimas e impressionantes defesas.


Julio César defendeu dois pênalti contra o Chile. O primeiro de forma irregular, pois adiantou-se pelo menos 1 metro antes da batida do cobrador. O mérito não foi dele, mas da incompetência dos batedores do Chile. 



Esta é uma data histórica, durante 64 anos o goleiro Barbosa e a torcida vascaína pagaram caro por uma Copa do Mundo perdida no Brasil. A partir de hoje e por décadas vindouras este “peso” passa para as costas do frangueiro flamenguista Júlio César. Revendo calmamente os gols de Brasil 1 X 7 Alemanha, concluo: Os gols 1, 3, 6 e principalmente o 7 foram frangos. Todos defensáveis por um goleiro a nível de Seleção Brasileira. No 2º, o frangueiro defendeu e espalmou bisonhamente nos pés daquele que se tornaria o maior goleador de todas as Copas: Klose. Ainda ferrou o Ronaldo “fenômeno” que perdeu este título e terá seu nome apagado em pouco tempo da História das Copas. Os 4º e 5º, o “grande” Julio César estava totalmente adiantado. Erros grosseiros. 



Se no jogo contra o Chile, ou melhor nas penalidades, que não passa de uma loteria, os flamenguistas reclamam a si, ao goleiro Júlio César as honras, porque agora não assumem que o sujeito foi também o grande responsável por esta mancha difícil de ser removida da história da Seleção Brasileira? Júlio César, um nome a ser apagado para sempre. Vergonha rubro-negra do futebol brasileiro. Erga sua cabeça Barbosa, onde estiver. Seu nome está limpo! O seu sucessor em opróbrio, assume com lágrimas nos olhos. 


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Algumas reflexões feicebuquianas (II) - Prof. Olavo de Carvalho

“Nos anos 80 andei estudando as seitas pseudo-religiosas, do tipo Rajneesh, Moon, "Meninos de Deus" etc. Juntei montanhas de material, mas, quanto mais sabia, mais enojado ficava com tanta abjeção e baixeza, até o ponto de sentir que precisava esquecer o assunto por algum tempo, para ganhar distância. Começo a sentir a mesma coisa, agora, com a política brasileira. Ainda não cheguei ao ponto de exaustão em que só o silêncio dá conta de expressar um desprezo inexpressável, mas, confesso, estou chegando lá. Aliás, quem não está?”

“Desde que comecei a ler livros, meu sonho era um dia emergir do meio social culturalmente depressivo e ter um círculo de amigos com quem pudesse conversar seriamente sobre arte, literatura, filosofia, religião, as perplexidades morais da existência e a busca do sentido da vida – o ambiente necessário para um escritor desenvolver sua autoconsciência e seus talentos. Li centenas de biografias de escritores e todos eles tiveram isso. Nunca realizei esse sonho, nunca tive esse ambiente estimulante. Por volta dos quarenta anos, entendi que não o teria nunca, e decidi que minha obrigação era fazer tudo para que outros o tivessem.  Toda a minha atividade de ensino é voltada para isso. É com profundo desprezo que ouço gente dizendo que o objetivo dos meus esforços é “criar um movimento de direita”.”

“Por que tenho tantos admiradores entre os maiores intelectuais e escritores deste país, e tantos detratores entre os que não sabem sequer colocar um pronome? É porque os meus escritos só foram parar nas mãos destes últimos por um acidente de distribuição. Em princípio, escrevo só para pessoas inteligentes e cultas ou para estudantes capazes. Os outros não foram convidados: são apenas penetras.”

“Respeitar a opinião do próximo é apenas reconhecer-lhe o direito de ser burro.”

“Moralidade petista: Pare de fumar, comece a dar, cheirar coca, tomar crack ou fazer alguma outra coisa saudável.”

“Quando a mentira oficial se torna sistêmica, as pessoas não são forçadas somente a repeti-la, mas a raciocinar de acordo com ela. O resultado é a destruição dos processos normais de funcionamento da inteligência humana. Daí ao império da bestialidade o passo é bem curto.”

“O sinal mais patente do primarismo mental brasileiro é a confusão de categorias, da qual resulta que todos os julgamentos acabam ficando fora de foco, isto quando não estão completamente errados ou não têm nenhum sentido. Por exemplo, a crença pueril -- um automatismo mental quase infalível hoje em dia -- de que, diante de uma afirmação qualquer, lida ou ouvida, você sempre pode e sobretudo deve "concordar" ou "discordar". Pessoas com alguma educação superior (coisa inexistente no Brasil) sabem que, em geral, concordar ou discordar não têm a mais mínima importância. Compreender, analisar, aprofundar, comparar, atenuar, ampliar, contextualizar -- estas são as reações básicas do leitor culto. O idiota, ao contrário, imagina que tudo o que se escreve no mundo existe só para que ele o julgue, absolva ou condene -- atividades às quais ele se entrega com uma presteza e uma volúpia incomparáveis.”

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Centro de Estudos Santo Alberto Magno apresenta: Palestra Fé e Política - Prof. Carlos Ramalhete

Espero que os campanhenses do feicebúqui que adoraram as fotografias em HDR que o Carlos Ramalhete tirou da Catedral e da Torre de tv, também possam se deleitar com a aula de história, filosofia, política e catolicismo, proferida por ele em Coronel Fabriciano - MG. Usaram as belas fotos para demonstrar seu orgulho por nossa cidade e enfeitar seu perfil na rede social. Beleza! Que tal agora embelezar também sua inteligência com um pensamento de alta cultura? Afinal Campanha, no imaginário popular, é ou não é a "Athenas sul-mineira"? Façamos jus.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Questionário sobre seus hábitos de leitura

Peço aos caros leitores CAMPANHENSES a gentileza de responder à estas sete questões sobre seus hábitos de leitura. Mesmo que você não goste de ler, peço que responda ao questionário. É rapidinho. Muito obrigado pela atenção.


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terça-feira, 13 de maio de 2014

Rio Madeira - tragédia no Acre e Rondônia

Ontem assisti o programa Reporter Record Investigação. O tema era sobre as enchentes do rio Madeira no Acre e Rondônia. Programa jornalístico de primeira qualidade. Fiquei bastante sensibilizado com a tragédia que atinge o norte do nosso país. O que mais causa estupefação é que a mídia não dá ao acontecimento a devida cobertura. São nossos compatriotas a sofrer. Perderam tudo. Não tem como ganhar o pão de cada dia. Cidades inteiras dizimadas. Cobertas pela água e lama. 


O dia a dia das famílias todo desestruturado. Caminhões que levam mantimentos, são obrigados a enfrentar filas enormes para atravessar de balsa. São dias parados na beira da estrada. Quando chegam, os mantimentos dobram de preço. Vira uma bola de neve: preços altíssimos e falta de dinheiro.


A revolta maior é que enquanto brasileiros vivem esta tragédia, nosso governo manda milhões para outros países como Cuba, Venezuela e Uruguai. Nosso governo perdoa dívidas de ditaduras africanas que usam a grana para ostentação, como vimos nos últimos dias. Enquanto nosso povo passa apuros sem tamanho, a Copa do Mundo de Futebol vem aí. Dá nojo ver apresentadores de telejornais arreganhando em sorrisos para noticiar jogos, jogadores e a tão badalada Copa. 


Quanta frieza! Quanta covardia! Dinheiro que poderia minimizar tanto sofrimento, sendo esbanjado com estádios, propaganda, infra-estrutura, premiação de jogadores num evento em que nada vai acrescentar ao desenvolvimento do país ou para o bem comum.



Não apenas os governantes causam-me repulsa, mas também os pré-candidatos à presidência. Estão todos cagando e andando para o que se passa nestes longínqüos e pobres estados.

Programas jornalisticos desperdiçam horas falando de assassinatos, linchamentos, violência, etc. e nada (ou pouquíssimo) se fala do norte brasileiro. Não é que a violencia não deva ser denunciada e noticiada, mas deveriam aproveitar melhor o espaço para mostrar melhor a realidade trágica do outro lado do Brasil. Tragédia natural, tragédia financeira, tragédia política. 

A vida continua... 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bandeira imperial do Brasil

Antes da atual bandeira positivista, o significado da nossa bandeira era bastante sugestivo, por conta da catolicidade do povo brasileiro. Deus e Cristo presentes:



O Verde - O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança, em Portugal. Por outro lado, simboliza o país da "eterna primavera" nas palavras de Dom Pedro I.

O Amarelo - A explicação mais aceita é a de que esteja vinculado às cores da Casa de Habsburgo (a Imperatriz Dona Leopoldina era, originalmente, Habsburgo). O Brasão do Império (ao centro da bandeira)

Os ramos vegetais - São de café e de tabaco, duas riquezas do Império. Permaneceram, na República, no Brasão de Armas da República (ou Escudo de Armas da República).

A Cruz de Cristo - Bem ao centro vê-se a Cruz de Cristo (é um dos tipos de cruz) que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Templários. Figurava nas velas das caravelas por ser de sua origem o financiamento das navegações, já que se tratava de organização muito rica, na época dos descobrimentos.

A Esfera Armilar - É o símbolo do poder majestático em Portugal e, por extensão, entre os povos de sua origem. É uma esfera formada por armilas, que são círculos metálicos. Simboliza o mundo, também.

A Faixa Azul Com Estrelas - As estrelas simbolizam as províncias do Império, em número de dezenove. É sempre interessante lembrar que a maior delas era a do Grão Pará, que era formada pelos atuais estados do Pará e do Amazonas. Por isso o título constitucional do herdeiro do Príncipe Imperial (ou Princesa Imperial), que era o herdeiro presuntivo da Coroa, era o de Príncipe do Grão Pará. Para entender melhor, se S.A.I. e R. o Príncipe Dom Bertrand, atual Príncipe Imperial do Brasil por ser o sucessor do Chefe da Casa Imperial, fosse casado e tivesse filhos, o seu herdeiro teria o título de Príncipe do Grão Pará.

A Coroa - Acima do Brasão de Armas está a Coroa Imperial (de formato diferente da Coroa Real).

A Cruz acima da Coroa - Significa que Deus está acima do Imperador. 


          Imagem: Itu Resiste

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Prof. Olavo de Carvalho e as vítimas da "ditadura"

"Os familiares de vítimas da ditadura são em geral militantes e simpatizantes eles próprios, sedentos não só de indenizações, mas de vingança revolucionária. Os de vítimas do terrorismo são pessoas comuns, inclinadas a perdoar e esquecer. Estes não querem falar do assunto, aqueles não falam de outra coisa. Essa diferença é ainda acentuada porque a esquerda mantém os primeiros em estado de mobilização permanente e a direita tem pudor de explorar os segundos politicamente. É guerra assimétrica, fundada por sua vez numa assimetria moral abjeta, onde alguns mortos são celebrados como mártires e os outros são meros detritos na lata de lixo da História. Enquanto ninguém se dispuser a corrigir essa assimetria nos tribunais, o curso das coisas continuará indo na direção da catástrofe."

Olavo de Carvalho no Facebook em 02/04/2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

II - Alguns aforismos feicebuquianos - Prof. Olavo de Carvalho

"O histérico não diz o que sente, mas passa a sentir aquilo que disse – e, na medida em que aquilo que disse é a cópia de fórmulas prontas espalhadas na atmosfera como gases onipresentes, qualquer empenho de chamá-lo de volta às suas percepções reais abala de tal modo a sua segurança psicológica emprestada, que acaba sendo recebido como uma ameaça, uma agressão, um insulto."

"Quando o sujeito recusa a graça divina, ele cai na máquina lógica do capeta. Então algo de mau lhe acontece e ele ainda piora as coisas achando que é castigo divino."

"No Brasil o analfabetismo funcional se tornou uma ciência."

"Se a Rússia é a campeã do cristianismo e os EUA são Sodoma e Gomorra, por que as imagens de Nossa Senhora estão chorando em Moscou, como fizeram logo antes da revolução de 1917, e não na Califórnia?"

"Quando é que vão entender que a porra da democracia liberal, embora seja uma confusão dos diabos, embora dê chance a tudo quanto é picareta e embora se revele incapaz de defender-se contra a propaganda totalitária, é o único regime no qual é possível viver como um ser humano?"

"O que no Brasil chamamos democracia liberal é o que os americanos chamam de conservadorismo."

"Nos EUA, 'liberal' significa 'esquerdista' ".

"Não dou dois anos para que a comunistada brasileira INTEIRINHA vire tradicionalista-duguinista-fascista e nem perceba que mudou em alguma coisa. Afinal, é apenas uma troca de demônios, indolor e até agradável. E é muito dinheiro escorrendo para as mãozinhas vorazes de milhares de pequenos canalhas."

"O Brasil é o balão de ensaio de tudo o que não presta. É a vanguarda da estupidez universal. E muito provavelmente a milicada, "sempre alerta na defesa da pátria", levará tanto tempo para perceber o duguinismo quanto levou para perceber o gramscismo. Com a ascensão do duguinismo, o Brasil passará da fase dos assassinatos de reputações à dos assassinatos políticos propriamente ditos. A Rússia tem pressa. Com uma esquerda intelectualmente decrépita, o duguinismo torna-se a ÚNICA força cultural ativa dotada de recursos financeiros para ocupar o espaço. Esta é a base do meu prognóstico. Os brasileiros ainda não conhecem o horror em estado puro. Conhecerão e, de puro medo, o tomarão por divino."

"Toda filosofia se constitui em torno de uma pergunta, objetivo ou interesse central, que subordina e organiza cada uma das suas partes. Em Leibniz, por exemplo, é a busca da harmonia universal. Em Platão o desejo do Bem Supremo, em Aristóteles o anseio de ordem e claridade inspirado na Razão divina. Em Antonio Gramsci a meta única em torno da qual giram todos os pensamentos é: Como podemos destruir tudo em torno e colocar no lugar o "poder onipresente e invisível" do Partido Comunista? Ele nunca teve um pensamento, nunca escreveu uma palavra, nunca fez uma pergunta que não nascesse do desejo ardente e obsessivo de alcançar esse fim, que orienta cada linha dos "Cadernos do Cárcere" e por sua vez permanece indiscutido e imune a todo exame. Nietzsche também queria derrubar tudo, mas para colocar no lugar um mítico Super-Homem, não uma pseudo-elite de burocratas iluminados. Era tão destrutivo como Gramsci, mas nunca pequeno, nunca mesquinho. Gramsci era pequeno fisicamente, mas também moralmente. Seus admiradores invertem o lema do monge Gyges, "subir sobre os ombros de gigantes", e se colocam sob a bunda de um anão."

"O culto de Gramsci é tão desprezível quanto o de Che Guevara ou Nelson Mandela."

"Diz-me quem admira e te direi quem és. Os Lamarcas e Marighelas escondiam bombas em lugares públicos e saiam correndo. Ou, armados de metralhadoras, aterrorizavam indefesas escriturárias de bancos. Ou, como Carlos Eugênio Paz, matavam gente pelas costas e se gabavam disso. Ou, como Carlos Lamarca, esmigalhavam a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado. Ninguém, na direita, aplaude ou idolatra o delegado Fleury ou os assassinos de Vladimir Herzog, mas o pessoal da esquerda ama a sua escória como se fosse uma plêiade de anjos. Só nisso já há todo um universo de diferença."

"Medicina socializada significa apenas que alguns não pagam pelos tratamentos que recebem e todos os outros pagam pelos tratamentos que não recebem."

"O negócio não é "Não vote no PT". É NÃO VOTE EM COMUNISTA. Em nenhum comunista, seja do PT ou de onde for, seja ostensivo ou camuflado. 
Coisas como PSTU e PSOL são INFINITAMENTE PIORES do que o PT. 
NÃO VOTE EM COMUNISTA.
NÃO VOTE EM PUXA-SACOS DO COMUNISMO.
NÃO VOTE EM CÚMPLICES DO COMUNISMO."


quinta-feira, 27 de março de 2014

Espera enervante dentro do Santander.

Sai do serviço às 13h e fui ao Banco Santander. Um simples depósito na poupança de um dos filhos. Peguei a senha. Assentei para esperar minha vez. Faminto, pois ainda não havia almoçado. Por sorte levei um texto do Clóvis de Barros. Bom, aproveito para adiantar a leitura. Não consegui ler o primeiro parágrafo. Um maldito apito intermitente gritava de 10 em 10 segundos. Não consegui descobrir de onde vinha. Como concentrar-se na leitura com este som infernal no ouvido? Parecia o som daqueles aparelhos em hospitais que vemos nos filmes.

A fome aumenta. A leitura caminha a passos curtíssimos. O tempo parece que está paralisado. Pessoas com preferência continuam chegando. Umas realmente precisam, outras nem tanto. Leis estranhas num país estranho. Olho para uma placa na minha frente: "Proibido o uso de celular dentro da agência." Outra diz que não posso fumar.

Existe (só no papel) uma lei municipal que regula o tempo de espera do cliente bancário em 15 ou 20 minutos no máximo. Nunca foi respeitada. Em nenhum banco privado ou estatal. Gostaria de saber o que aconteceria se eu tivesse acendido um cigarro ou usado o celular para acessar a internet para passar o tempo. O que aconteceria comigo? Provavelmente seria convidado a me retirar ou algo pior. 

Os bancários são gentis, educados e bastante prestativos. Penso que a culpa não é deles. Talvez seja o uso de máquinas obsoletas e falta de pessoal. Bancos lucram milhões, mas não investem em tecnologia e empregados para adaptar à lei. Muito menos dariam a mínima para leis municipais. Mesmo porque, aqueles que deveriam fazer esta (e outras leis) funcionarem não tem coragem e peito para tanto.

Enfim, depois de 1 hora de espera consegui fazer o tal depósito. Sai do banco. Acendi um cigarro e caminhei até meu lar. Naturalmente. Como se nada tivesse acontecido.

sábado, 8 de março de 2014

Mulheres...

Num programa da rádio comunitária local, hoje pela manhã, uma ex-secretária municipal da Cultura estava sendo entrevistada. Não consegui ouvir toda a conversa, pois duas intervenções da apresentadora foram capazes de me fazer desligar o rádio.

1- Disse a moça, que a Igreja Católica deveria (isso em tom imperativo e de censura) canonizar todas as 129 operárias queimadas vivas em 1857 dentro de uma fábrica em Nova Iorque porque foram verdadeiras mártires.

Será que a moça, que se diz católica, não sabe o que é um mártir? Mártir é aquele que morre em função de não renunciar sua fé em hipótese nenhuma. Prefere a morte a ir contra os dogmas de sua religião. Pelo que sabemos, estas mulheres que morreram queimadas não foram pelo fato de serem católicas. Talvez fossem em sua maioria, socialistas. Aí sim, a apresentadora estaria certa. Morreram levantando sua bandeira vermelha. Só que a canonização deve ser feita pela Igreja, mas pela outra "religião": o marxismo.

Aliás, não perderam tempo e as "canonizaram" sim: em 1910 as delegadas do Partido Socialista Americano que participaram em Copenhague do Congresso Internacional Socialista conseguiram firmar o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. O que passa a ser "oficial" a partir de 1975 quando a ONU decreta a década da mulher 75/85.

2- Demonstrando não ter muitos argumentos para outro mito, sentenciou a nossa apresentadora que hoje as mulheres concretizam sua emancipação, pois antigamente (de que raios se trata esse "antigamente"?) as mulheres não tinham voz. Se a intenção era atacar a Idade Média, digo que há um grande equívoco. Foi justamente na "Idade das Trevas" que a mulher passou a ter uma posição igual à do homem. Tivemos casos brilhantes de mulheres que dominaram seu século como uma Branca de Castela ou uma Eleonora de Aquitânia. Durante o medievo, em que a Igreja era "universalmente" ouvida, as mulheres tiveram seus direitos colocados em prática. Isso porque a Igreja influenciou na evolução do Direito Ocidental. Com o declínio da Idade Média, foi redescoberto o Direito Romano. Daí foi um passo para as mulheres perderem tudo que tinham conquistado. É bom deixar claro que uma possível sugestão de que a Idade Média (e por tabela, a Igreja) foi quem "calou" as mulheres não passa de uma falácia constantemente bombardeada pela mídia e professores na cabeça dos incautos. 

Minha maneira de pensar é: dia das mulheres é papagaiada. Mulheres merecem nosso carinho, respeito e admiração todos os dias do ano.

Giovani Rodrigues 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FLIC 2014 - Homenageados: Monsenhor Lefort e Pedro Xavier da Veiga

A FLIC – Feira do Livro da Campanha/MG é um evento realizado anualmente na cidade de Campanha/MG, desde 2001, pela ONG Sebo Cultural.  O LIVRO como patrimônio cultural de Campanha é apresentado como protagonista do evento por meio da homenagem prestada a figuras que contribuíram para ampliação do acesso da população à informação, à leitura e ao livro.

O evento é organizado pela ONG Sebo Cultural, uma Associação Civil sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 17 de fevereiro de 2001 no município de Campanha/MG. Reconhecida como de Utilidade Pública Municipal, Lei nº 2670, de 16 de julho de 2008 e de Utilidade Pública Estadual, Lei nº 19.309, de 22 de dezembro de 2010. A FLIC faz parte do Calendário do Circuito Nacional de Feiras de Livros, MinC/FBN/CBL, é integrante do Calendário de Feiras e Eventos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e é destaque no Calendário de Eventos do município de Campanha/MG.

Uma das estratégias utilizadas para a ampliação do acesso aos livros é o Programa Vale-livro adotado na Feira do Livro desde 2003, com a participação de alguns empresários do município que colaboram e em contrapartida têm a logomarca das empresas estampadas no vale-livro. Os vales são distribuídos para os estudantes da rede de ensino do município. Com o vale-livro em mãos, o estudante pode visitar os estandes dos expositores presentes à FLIC e trocá-lo por publicações de seu interesse.

Também contribui para o acesso aos livros e o incentivo à leitura, a FLIQUINHA, um programa dentro da FLIC – Feira do Livro da Campanha/MG, formado por um conjunto de projetos sistematizados para serem desenvolvidos ao longo do ano, entre uma edição e outra do evento e voltados para o público infanto-juvenil. Com ele, busca-se o envolvimento de toda a rede de ensino desde a educação infantil, a creche e a pré-escola passando pelo ensino fundamental, nos anos iniciais e finais até o médio, inclusive educação profissional, educação de jovens/adultos e especial em escolas públicas e particulares, urbanas e rurais. Tal programa traz como grande objetivo despertar o gosto pela leitura, tanto a literária como a técnica, científica, histórica, geográfica, imagética dentre outras e sempre a partir da bibliografia produzida pelos ou sobre os homenageados da FLIC em atividades interdisciplinares e transversais. E sempre tendo como ponto de partida e eixo norteador de todas essas ações o livro e a paixão pela leitura.


A 14ª FLIC será realizada nos dias 15 a 17 de maio de 2014, dedicada ao centenário do campanhense, sacerdote, historiador, genealogista, arquivista, heraldista, filatelista, numismata e orquidófilo, Mons. José do Patrocínio Lefort.


E também ao campanhense, intelectual, jornalista, historiador e político brasileiro, Com. José Pedro Xavier da Veiga.

Mais informações sobre a FLIC -