terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

12ª FLIC será dedicada a Padre Irmão Paulo (Emilien Lamothe) IV

DISCURSO de autoria de LEONARDO GONÇALVES LIMA proferido na inauguração do GINÁSIO DE ESPORTES IRMÃO PAULO, no PRONOAMA, em 26 de NOVEMBRO de 2006.

Meu querido irmão Paulo, meu prezado Padre Paulo, meu estimado Emilien Lamothe

Foi lá pelos idos de 1948 que aquele rapaz com cara de menino chegou ao Brasil vindo de uma terra linda, próspera, rica e... gelada. Seu amor a Deus, levou-o a abdicar do beisebol, da patinação no gelo, dos bonecos de neve, da família, dos amigos de infância e adolescência, e embarcar numa aventura. Seu conhecimento da nova terra em que iria viver era pouco: povo indolente que gostava de futebol, carnaval, cachaça e com ínfima escolaridade. O nome desse religioso era Paulo.
Os colegas de congregação que o antecederam já estavam enfrentando as dificuldades naturais de “estranhos no ninho”.
E Irmão Rosário já o alertava:
- Hei, cuidado com os rapazes eles ficam gozando da nossa “carra!”
E aos poucos foi, às duras penas, aprendendo o português. De vez em quando escapava alguma coisa, como por exemplo, naquele domingo após a missa, um dos queridos irmãos, foi dizendo:
- Agorra, todo mundo tirrar o palito e ir tomarr banho na chícarra do bispo.
Na realidade era para a rapaziada tirar o paletó e preparar para nadar na chácara do bispo.
Mas uma coisa interessante aconteceu com o nosso Irmão Paulo: apaixonou-se pelo futebol.
Esqueceu, definitivamente, o beisebol.
Com ele, o ginásio passou a contar com grandes times de futebol respeitados em todo o sul de Minas. Quantas vezes foi campeão da cidade? Não sei, porém não foram poucas. Os alunos que sempre olhavam os novos irmãos com alguma reserva, passaram imediatamente a aceitá-lo.
- Esse é dos nossos, nem parece gringo!
E o novo irmão foi construindo o seu apostolado.
A fanfarra precisava de um alento que a tirasse da mesmice das outras corporações musicais. Lá veio o Irmão Paulo, reestruturou, deu-lhe uma cadência de marcha completamente diferente e o sucesso foi enorme, ganhando prêmios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc...
Tive a honra de ser aluno do Ginásio Diocesano São João e sempre me orgulhei de tê-lo como professor. Portanto, quando fui designado para aqui dizer umas palavras, bem sabendo das minhas limitações, não pude dizer não. O mestre que me perdoe, mas hoje não escuto seu sermão. Hoje é o senhor que me ouvirá.
E inicio bendizendo a Deus por colocá-lo em nossa vida! Agradeço a Deus, mil vezes, pelo presente que diuturnamente nos concede. Que outra cidade, além da Campanha, possui a graça de ter um amigo, conselheiro, a qualquer hora a ouvir-nos, a orientar-nos? Nenhuma! Somos a única e, por isso mesmo, uma terra predestinada e querida.
Um dia cheguei em casa e encontro irmão Paulo, me esperando, e foi logo dizendo:
- Vim convidá-lo para uma missão e não aceito desculpa ou negativa. Para dizer a verdade é um pedido de um professor e amigo e já estou agradecendo de você ter aceito o desafio.
- Mas afinal, irmão Paulo, o que eu acabei de aceitar?
Você vai fazer parte do primeiro Conselho Administrativo Paroquial - CAP. Tinha certeza que você não iria me decepcionar. Estou com pressa. Até logo.
- Tem jeito de dizer não para uma pessoa assim?
Eu prometi para os organizadores desta cerimônia que não iria demorar com as minhas palavras.
Muita coisa deveria eu dizer: o mestre que cuidava dos internos, do professor enérgico, do homem que conquistou uma cidade inteira, do organizador da Semana Olímpica, do caridoso padre que não se esqueceu da Vila Vicentina e muito menos do PRONOAMA (Projeto Novo Amanhã). Você que me escuta, quer medir a estima que o povo tem pelo irmão Paulo? Vá até o Distrito dos Ferreira. Lá ele é idolatrado! Temo forte, mas verdadeiro!
Recentemente passei por uma delicada intervenção cirúrgica no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. O meu colega de quarto era um senhor de São Bernardo do Campo. Seu cunhado ao visitá-lo e descobrindo ser eu da Campanha, foi logo dizendo:
Nossa, conheci Campanha, pois integrei a equipe de futebol de salão de São Bernardo. Como era gostoso ir até a sua cidade. Lá mora um homem de Deus, a melhor pessoa que transitou em minha vida: Irmão Paulo. Como ele está?
A admiração e a estima são virtudes que se ganha com os nossos exemplos. É ao longo da vida que o galardão de honradez é conquistado, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. Com suor, com sacrifício, renúncias, com calúnias sobre a cabeça, com achincalhe nas costas é que se alicerça um conceito admirado e invejado por todos.
É por tudo isso: sua coragem em abandonar a família, amigos, costumes, a certeza de uma vida tranqüila, por sua determinação em correr atrás de um ideal, pelas noites mal dormidas, viajando com os alunos internos, preparando aulas, corrigindo cadernos, correndo atrás de patrocínio para as Olimpíadas, de alimentação para as crianças do PRONOAMA, ajudando com remédios e dinheiro aos assistidos da Vila Vicentina, prestigiando as solenidades da cidade com a presença sempre marcante da hoje Banda Marcial Municipal Irmão Paulo, ontem fanfarra, pela sua fé inabalável num Deus de amor que o levou à condição de sacerdote para melhor atender o seu povo, o povo de Deus, por toda a sua juventude, seu vigor, sua inteligência, seu destemor, suas virtudes, colocados à disposição integral de seus conterrâneos campanhenses, pelos seus dotes de direção no ginásio e Colégio Vital Brasil, pela fidelidade à Congregação que abraçou desde moço, enfim: por sua disponibilidade infinita a Deus e seus irmãos é que aqui nos reunimos para uma homenagem simples, mas repleta de carinho e amor: colocar seu nome num ginásio que era seu sonho e hoje é uma realidade.
Todos nós estamos passando por essa terra. Dela nada levaremos. Somente deixaremos as pegadas de nossos passos e, assim mesmo, por pouco tempo!
No entanto, levaremos as nossas realizações espirituais. Elas serão o nosso cartão de apresentação junto a Deus. A maioria, por certo chegará de mãos vazias. Porém, o senhor, Irmão Paulo, não terá condições de carregar sozinho suas obras. Foram muitas, enormes. Eu, como seu aluno e amigo, coloco-me à sua disposição para ajudá-lo. E aqui entre nós, Irmão, não dá para o senhor me emprestar uma dúzia dessas para eu também conseguir o galardão da glória? Acho que São Pedro não irá criar caso.
Parabéns aos organizadores dessa solenidade, parabéns aos idealizadores da homenagem. Nada mais justo, nada mais oportuno.
Parabéns irmão Paulo pelo seu ginásio que como sempre acontece, você entrega aos amiguinhos ávidos do saber, e de proteção.
Deus, por certo, está recebendo essa homenagem com muito agrado. Afinal, a homenagem é a um filho seu muito amado!
 
 
 

12ª FLIC será dedicada a Padre Irmão Paulo (Emilien Lamothe) III

Pronunciamento lido por Irmão Paulo quando homenageado no dia 01 de Maio de 2003

Durante a 5ª Edição do Campanha Fest. Na ocasião, o evento também relembrou e homenageou a memória do Comendador Milton Xavier de Carvalho.

Exmos. Srs.
            Prefeito Municipal,
            Presidente da Câmara Municipal,
            Membros do Campanha Fest,
            Demais Autoridades presentes,
            Prezados campanhenses.

Se o Sr. Milton Xavier de Carvalho ainda estivesse vivo e presente entre nós, seria a pessoa qualificada para agradecer esta homenagem.
Entretanto, terão que se contentar com umas simples palavras minhas.
Não tenho o que me queixar, porque, em diversas oportunidades, os campanhenses aproveitaram para me demonstrar sua amizade e gratidão.
O que me deixa feliz é constatar que as obras em que trabalhei continuam em mãos mais credenciadas e competentes!
Como Provedor da Santa Casa, durante 20 anos, esforcei-me por cumprir minhas atribuições da melhor forma possível. Aquela instituição foi assumida, depois, por uma comissão animada e empreendedora.
As Olimpíadas, que dirigi por 27 anos, hoje se encontram em mãos mais novas e entusiasmadas.
Lutei na Fanfarra, durante 40 anos, e graças à bondade da Administração Municipal, ela continua, com outra denominação, a alegrar as festas, juntamente com a Banda Dom Inocêncio.
Também o Colégio Vital Brasil, onde militei por vários anos, prossegue ainda, mais adaptado aos tempos atuais.
Na Paróquia, estou conseguindo colaborar ainda um pouco, amparado pela bondade do povo e dos Padres, meus colegas.
Tenho procurado ser útil, na medida de minhas possibilidades.
Agora chegou a minha vez de agradecer aos dirigentes da Campanha e aos campanhenses, pelo seu reconhecimento.
Minha profunda gratidão a todos que sempre me cercaram de tantas delicadezas e atenções e, principalmente, a Deus por ter me designado a viver nesta simpática e acolhedora cidade, que tanto me cativa!
Finalmente, cumprimento todos os trabalhadores, neste dia a eles consagrado, rogando ao Senhor sobre eles e sobre todos vocês, meus amigos, por esta homenagem tão significativa para mim.
                                         Muito obrigado.

Padre Irmão Paulo Lamothe.

OBS: Naturalizado Brasileiro em 1966







 

12ª FLIC será dedicada a Padre Irmão Paulo (Emilien Lamothe) II

PADRE IRMÃO PAULO: SEM ELE A CIDADE FICOU MENOR


Por: Paulo Lucas Nani (Folha Campanhense - Edição 120 / de abril/2007)

Volte-se um pouco no tempo, na década de 1920. O menino Emilien Lamothe aprende suas primeiras letras em sua cidade natal, Saint Leonard d´Aston. Protegido em seu manto familiar, nascido no Canadá, um belo país, organizado e rico, não imaginava que o destino lhe reservava uma grande aventura, muito longe de sua cidade, além do oceano. Tudo começou quando descobre sua vocação religiosa e ingressa na Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração. E, ainda muito novo, vinte e poucos anos, aporta num país longínquo de sua pátria e de sua família. Uma nação de natureza esplendidamente bela sob a claridade constante do sol dos trópicos e do verde das matas, até então intocadas, onde habitava um povo devoto, carente e pobre, mas hospitaleiro e sedento por conhecimentos.
Seu amor por Campanha tem data marcada, 27 de fevereiro de 1948, quando aqui chegou. Um amor quase juvenil, sem talvez maiores conseqüências, atitude própria de quem tem a juventude em seu rosto e as ilusões de muita vida pela frente. Em Campanha, começou um belo e extenso trabalho de missionário professando a educação como a grande mola propulsora para o crescimento das pessoas e cidadãos. A Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração, da qual foi um de seus mais expressivos expoentes, foi a grande dádiva que abençoou gerações de alunos no aprendizado dos livros e da vida. O grande Colégio São João preparou homens para a vida através do conhecimento e saber, lastreados em indissolúveis princípios éticos, morais e cristãos. Irmão Paulo representou com competência e apostolado esse nobre mister de professor aqui em Campanha, angariando de seus muitos alunos a gratidão e o respeito por sua influência, sua amizade e seus conhecimentos.
Irmão Paulo era, antes de mais nada, um grande líder que transformou projetos e sonhos em notáveis realizações. Sabia comandar e se fazer obedecido. Um bom exemplo foi sua condução impecável de uma banda marcial que, sob sua regência e comando, tornou-se campeã e objeto de admiração e orgulho dos campanhenses. O detalhe é que o regente irmão Paulo nunca fora da área musical, o que contava mesmo era o seu senso de disciplina e de acreditar que as coisas podem acontecer ou ser mudadas para melhor.
Seu currículo merece uma reflexão. A liderança, apoiada no entusiasmo de sua juventude e criatividade, cedeu espaço para uma função que se poderia dizer mais contemplativa e voltada àqueles nobres ideais da carreira que abraçara com fé e abnegação. Dá seqüência a seus estudos humanitários e torna-se padre, abraçando assim a missão de ser um elo integrador direto de Deus com suas criaturas. De mestre diretamente ligado a seus alunos transforma-se no pastor cujo rebanho se amplia, levando a palavra de fé e de conforto a todos os rincões da cidade, inclusive no meio rural. Com humildade e modéstia, traços de seu caráter, professa, sobretudo, a caridade de maneira anônima e sempre nobre, base da cristandade. Com seus recursos próprios ajuda os mais pobres, sempre contribuindo também com as instituições campanhenses Esse foi talvez o legado mais humano e digno de irmão Paulo à sociedade campanhense, nele moldurando uma aura de pessoa muito especial, amada e reconhecida por toda a população campanhense.
Seu falecimento no último dia 31 faz diminuir a cidade, que perde um grande homem, o pastor e protetor dos humildes, o homem de fé respeitado e amado por todos. Sua despedida, na Catedral, templo em que sua presença exemplar difundiu tantas vezes a mensagem cristã de fé e caridade aos seus amigos e fiéis, muitos talvez até mais amigos que fiéis, foi emocionante. Postados, ao lado de seu corpo inerte, perfilaram-se dois integrantes da Banda Marcial Irmão Paulo, elegantes escudeiros trajados com o uniforme característico em vermelho e preto, como a mostrar-lhe gratidão pela sua presença inolvidável entre os campanhenses.
 Irmão Paulo foi amado como poucos nesta terra que ele escolheu – e foi escolhido – para amar. Uma salva de palmas com muitas lágrimas e emoção foi a demonstração de gratidão, amor e reconhecimento enquanto seu corpo se despedia definitivamente deste povo que ele tanto amou em vida. Tanto isso é verdade, que escolheu morrer aqui em Campanha. Sua última visita a parentes no Canadá foi de despedida. Pois queria estar aqui entre os seus amigos, principalmente os pobres que ele tanto ajudou, para finalizar sua missão na vida.
 Nós, campanhenses, orgulhamo-nos que Campanha foi o porto escolhido por ele para o embarque que o levou a Deus.
Campanha, 31 de março de 2007. 
 

12ª FLIC será dedicada a Padre Irmão Paulo (Emilien Lamothe) I

AVIS DE DÉCÈS - Irmão Paulo

                   Le 30 mars 2007, 19h30 heure du Canada, une heure de plus au Brésil, est décédé à l’Hôtel Dieu de Campanha, Brésil, à l’âge de 87 ans et 5 mois, après plus de 68 ans de vie religieuse, dont 59 ans au Brésil et 41 comme frère-ordonné,
Frère Émilien Lamothe (Paulo), de la Province du Brésil. Mgr Diamentino Prata de Carvalho , évêque de Campanha, présidera la messe des funérailles, entouré de ses prêtres,
en la cathédrale de Campanha le 31 mars à 11 hres.
Le corps sera transporté ensuite à notre maison de Paraguaçu où suivra l’inhumation au cimetière de la Province.
« Irmão Paulo », comme il était connu ici, a passé toute sa vie missionnaire à Campanha,berçeau de l’Institut au Brésil, où il a été maître des juvénistes, professeur, directeur d’un collège d’état, directeur-fondateur d’une harmonie musicale célèbre dans tout le Brésil, animateur de  pastorale vocationnelle, président du conseil d’administration de l’hôpital de Campanha, aumônier et co-adjuteur paroissial, plusieurs fois supérieur local et toujours avec un regard porté sur les plus pauvres de sa région. Il était admiré et aimé de tous. Il était un grand bienfaiteur et un grand bâtisseur. Ses oeuvres lui survivront et plus encore sa grande générosité, sa grande sainteté de vie  consacrée.

CURRICULUM VITAE

Naissance : 14 octobre 1919, fils de Freddy Lamothe et Eugénie Caya
Baptisé      :15 octobre 1919
Confirmé  : 03 octobre 1927 

Juvénat à Granby : 30 septembre 1935 avec Fr.Jules Ledoux comme maître
Postulat à Granby : Mars 1937 toujours avec le Fr.Jules comme maître
Noviciat à Granby : 14 août 1937 avec Fr.Valérien comme maître

Première Profession : 15 août 1938 ,Granby
Scholasticat à Granby : 1938/1940 avec Fr.Auguste comme maître
Profession perpétuelle : 25 juillet 1944, Granby

Arrivée au Brésil : 21 février 1948 à Rio de Janeiro
Naturalisé brésilien : 28 décembre 1966
Ordination sacerdotale : 01 janvier 1979 par Mgr Antônio Afonso de Miranda,  Cathédrale 
                                       Saint-Antoine de Campanha, Brésil.

1940-47 : École Saint Dominique, professeur, Saint Hyacinthe, Canadá

1948-58 : Collège Diocésain Saint Jean, professeur, Campanha, Brésil
1959-60 : Maître des juvénistes, Paraguaçu
1960-61 : Grand Noviciat, Rome
1961-64 : Collège Diocésain Saint Jean, professeur, Campanha
1965-71 : Collège d’État Vital Brasil,professeur, Campanha
1971-76 : Collège Vital Brasil, vice-directeur, Campanha
1977-78 : Étude de théologie, maison des étudiants, São Paulo
1979-89 : Collège Vital Brasil, vice-directeur, professeur,Campanha
1990-99 : Pastorale paroissiale, conseil d’administration de l’hôpital, aumônier, Campanha
2000-07 : retraite active offrant son service sacerdotal à tous, Campanha.
Études :
Primaire        : St-Léonard d’Aston
Secondaire    : Mont Sacré-Coeur de Granby
Collégial       : École Normale de Granby
Universitaire : Licence pleine en Histoire, faculté de Philosophie de Varginha.
                        Théologie à Ipiranga,FAI, São Paulo.

La Province du Brésil offre ses condoléances à sa soeur, Soeur Gertrude Lamothe, de la Maison Béthanie de Pointe du Lac, ainsi qu’à tous les autres membres de sa famille qui ont toujours soutenu son action missionnaire au Brésil. Dieu vous le rende au centuple.

                                                                 Fr.Joaquim Pereira Romão S.C., Provincial

OBS:
Filho de Freddy Lamothe e de Eugenie Caya.
Nascido em Saint Leonard d’Aston, Província de Québec, Canadá;
1958 a 1985 - Dirige e coordena e as Olimpíadas Campanhenses;
1962 - Assume a direção da Fanfarra São João, que em 27 de abril de 2001, em sua homenagem, passa a se chamar Banda Marcial Irmão Paulo;
1964 - Cidadão Campanhense;
30 de março de 2007 – Falecimento.

São Paulo, Brésil, le 30 mars 2007


sábado, 21 de janeiro de 2012

Igrejas Campanhenses (II)

Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.
Igreja Nossa Senhora das Dores

Situada na esquina da Rua Saturnino de Oliveira (antiga Saldanha Marinho e antes Rua Direita) com a Travessa N. S. das Dores, foi construida nos últimos anos do século XVIII. Na verga da porta principal está a data de sua conclusão: 1799.É inteiramente de pedra, aspecto das igrejas do Ciclo do Ouro. Como as de Ouro Preto, Sabará e outras cidades daquela época. 

Foi edificada por José de Jesus Teixeira, cidadão português, grande proprietário de escravos e terrenos auríferos. Na profissão de minerador, conseguiu acumular considerável fortuna, pagando seus camaradas com ouro em pó. Sistemático, de hábitos morigerados, vida simples e de grande piedade. Um verdadeiro católico. Socorria os pobres. Colocou à porta de sua residência um sino para chamar os que tinham fome duas vezes por dia para alimentá-los. Em consequência de sua generosidade e da queda da mineração, viu sua fortuna ser reduzida. Foi caluniado e ameaçado de prisão (por motivo não esclarecido). Magoado, retirou-se para o Rio de Janeiro, onde faleceu no Convento de Santo Antônio.

A igreja foi construída ao lado de sua residência, edifício histórico ainda existente. Prédio onde funcionou a Prefeitura até 1972. Possui a igreja, somente uma torre, que é a segunda levantada, visto que nos primeiros tempos, fora demolida a original, por perigo de desabamento. A segunda torre foi concluída em 1882 graças aos esforços do Padre João de Almeida Ferrão (que viria a ser nosso primeiro Bispo Diocesano) e de seu pai, Capitão Francisco Ferrão de Almeida Trant.

Até as primeiras décadas do século passado, era o seu teto decorado com impressionantes cenas da Paixão de Jesus Cristo, com figuras em tamanho natural. Danificada pelas goteiras, foi essa pintura encoberta por uma demão de tinta comum.

Foto: Jornal da Câmara - Jornalista André Luiz Ferreira 

Foram zeladores da igreja os beneméritos campanhenses: José Coelho Gomes Ribeiro, Zeferino Dias Ferraz da Luz, Antônio Evangelista Pereira, João Pedro de Alvarenga, Jesuína da Veiga Ferreira Lion e Abelardo Gonçalves Leite. Hoje é bastante usada pelos Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica.

Fonte: adaptado de "Os Correios na História da Campanha", 1973.
Giovani Rodrigues Arantes


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lista de material escolar: o que não pode ser exigido pela escola pública.

Imagem: E-Destock.com

Todo ano, os pais recebem de algumas escolas públicas uma lista de material para ser entregue no início do ano letivo. Alguns itens são para uso administrativo. Esta é uma prática ilícita. A Lei 9.394, de 20-12-1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Artigo 4, Item VIII, diz que é de direito do aluno do ensino Fundamental Público receber o Material-Didático Escolar, Transporte Escolar, Alimentação e Assistência à Saúde. 

As instituições recebem recursos para a aquisição destes materiais, como o FUNDEB. Parte deste recurso (60%) é destinado para remuneração dos profissionais do Magistério. Os outros 40% é aplicado nas demais ações de manutenção e desenvolvimento do ensino. Entre elas a aquisição de materiais de consumo e didático-escolares diversos. Veja aqui a cartilha completa .

Confira os itens que podem aparecer nas listas de material escolar mas que NÃO podem ser exigidos pelas escolas:
- copos descartáveis
- papel higiênico
- água potável
- materiais de limpeza
- álcool
- algodão
- apagador
- barbante
- canetas para lousa
- cartolina
- copos
- creme dental
- detergente
- CDs, disquetes ou pendrive
- esponja de aço
- estêncil
- cartucho e toner para impressora
- fita adesiva
- giz para quadro negro
- grampeador e grampos
- guardanapos
- líquido corretivo
- medicamentos para primeiros socorros
- papel A4
- papel ofício
- pasta suspensa
- plástico para classificador
- prato descartável
- sabonete
- talheres
- tinta para mimeógrafo 

           Educar para Crescer
           Gazeta On line

domingo, 8 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Igrejas campanhenses (I)

Campanha foi descoberta em 02 de outubro de 1737. Já em dezembro iniciou-se a construção da igreja matriz. Em 1742, 4 anos depois, os habitantes da Freguesia de Santo Antônio do Vale da Piedade da Campanha do Rio Verde, solicitaram ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, a ereção da Irmandade do S.S.Sacramento, na matriz que haviam construído. 

O templo foi erigido no centro de uma formosa colina, local que se tornou conhecido como Largo da Matriz, e depois da proclamação da República teve a denominação de Praça Floriano Peixoto. Hoje, Praça Dom Ferrão, em homenagem ao primeiro Bispo da Diocese. Ficava um pouco abaixo de onde está a Catedral, onde estão as estátuas de Vital Brazil e Ministro Alfredo Valladão. Era um grande templo: comportava em seu interior mais de 100 sepulturas, como era costume da época.

Importaram as despesas da construção da igreja e compra de paramentos em treze contos e quinhentos mil réis, pagos em ouro, excluindo-se as obras de talha e os objetos de culto, alguns doados pelos habitantes.

Em 1785 surgiu a ideia de construção de uma nova matriz. Foi edificada um pouco atrás da velha (demolida mais tarde). Com assistência de grande número de fiéis e membros das irmandades, o padre Bernardo da Silva Lobo presidiu solenidade de lançamento da pedra fundamental em 21 de janeiro de 1787.

A nova igreja foi feita de taipa, de terra da melhor qualidade, trazida de longa distância. Os materiais para o início dos trabalhos foram transportados na cabeça por todos os habitantes da localidade, sem distinção de sexo, idade, fortuna e posição social. Notável a solidez da obra. A espessura das paredes causa admiração.

Catedral Santo Antônio - Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.



A 19 de abril de 1818 foi construída a belíssima Capela destinada ao Santíssimo Sacramento. Em 31 de março de 1822, tendo como padroeiro Santo Antônio, foi abençoada a nova matriz.

Os campanhenses Capitão Justino Xavier de Melo Lisboa, José Coelho Neto e Dr. Francisco José de Araújo Macedo, empreenderam com muita luta, os trabalhos de ornamentação do frontispício e construção das torres durante 3 décadas de ingentes esforços, por vezes interrompidos.

Anos mais tarde, as torres apresentaram desvio de prumo. Não mediram esforços para consertá-las os piedosos e beneméritos campanhenses: Vigário Padre Paulo Emílio Moinhos de Vilhena; Padre Justino Maria Lombardi, superior do noviciado de Jesuítas; Dr. André Martins de Andrade, juiz de Direito; Dr. José Augusto Ferreira da Veiga e Eulálio da Veiga Ferreira Lopes.

Em 1900 a igreja foi reformada interiormente pelos padres jesuítas para as festividades de fim de século. A segunda matriz se tornou Catedral em 19 de setembro de 1909, data da sagração episcopal de Monsenhor João de Almeida Ferrão, primeiro Bispo da Diocese da Campanha.

Por volta de 1925 foi modificada sua fachada, ficando as torres como estão até hoje. Serviço executado pelo empreiteiro espanhol, Clemente Marques. Por iniciativa do Cura, Monsenhor Hugo Bressane de Araújo, foi instalado o relógio em setembro de 1933.

Interior da Catedral ainda sem os arcos laterais. Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.

Interior da Catedral com os arcos laterais. Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.

Em 1948 foi alterada a estrutura interna da nave central, com a abertura de grandes arcos laterais, supressão de alguns altares, nova pavimentação, construção da cripta, etc. Empreendimento do Vigário Geral da Diocese, Monsenhor João Rabelo de Mesquita. Obra audaciosa, que foi executada pelo construtor licenciado, Virgílio Orestes Pereira Guimarães.

Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.

Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.

Foto: Acervo Fotográfico Paulino Araújo.
Nos anos 70, o saudoso e zeloso Cura Padre Fuhad Lage, empreendeu numerosos melhoramentos na Catedral: pintura interna e externa, construção do salão paroquial, revestimento das torres com chapas de alumínio, instalação de alto-falante e sistema de som.


 A Catedral necessita de uma manutenção urgente. Apesar do empenho do Cura, Padre Marquinho Iabrud, hoje a coisa é bem mais complicada que nos anos anteriores da história deste que é o maior templo do Estado de Minas e o terceiro do Brasil. A população dita "católica" não tem mais o fervor e amor às coisas de sua Igreja como nos séculos passados. Nossos antepassados não mediam esforços em prol da manutenção e melhoramentos da igreja. Infelizmente somente uma pequena parcela dos católicos paga o dízimo. Se todo católico contribuísse fielmente com o dízimo, tenho certeza que o dinheiro daria para a reforma sem a necessidade de ficar na expectativa de promessas políticas.

Fonte: Os Correios na História da Campanha, 1973.
           Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC) da Campanha - 2001.
           Fotos antigas: Acervo Fotográfico Paulino Araújo. (fotos encontradas na rede social Orkut)


domingo, 25 de dezembro de 2011

Hino do Akathistos

A Paróquia Santo Antônio, antes da Missa do Galo, celebrou o Hino Litúrgico Bizantino à Santa Mãe de Deus.

O Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.
Composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém na há nenhuma prova concludente e possivelmente, seja melhor assim.
Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anônimo. Assim é de todos porque é da Igreja».
Efetivamente, desde princípios do século VI a Igreja bizantina o incluiu em sua liturgia como a expressão mais alta do culto à Santíssima Virgem, e o canta em muitas ocasiões, de modo especialmente solene no sábado da 5ª semana da Quaresma.
A estrutura métrica do texto original é de uma suma perfeição, de difícil tradução para outras línguas. As 24 estrofes que o compõem (umas mais longas, outras mais breves, alternadamente) se distribuem por igual em duas partes: uma evangélica e outra dogmática. A primeira parte representa a narração evangélica em uma série de quadros que vão desde a Anunciação de Maria até o Encontro de Maria com Simeão no templo de Jerusalém. A segunda parte expõe os principais artigos da fé mariana da Igreja: virgindade perpétua, maternidade divina, medianeira das graças celestiais.
O Hino Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente.

I - Orações Iniciais
Sacerdote: Glória a Santíssima consubstancial, vivificante
e indivisível Trindade, a todo o momento,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos.
Coro: Amém.
Sacerdote: Glória a Ti, ó nosso Deus, glória a Ti!
Leitor: Rei celestial, Consolador, Espírito da verdade,
presente em toda parte e ocupando todo lugar,
tesouro dos bens e dispensador da vida,
vem e habita em nós,
purifica-nos de toda a mancha
e salva, ó Filantropo, as nossas almas!
  Santo Deus , Santo forte, Santo imortal,
tem piedade de nós. (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
  Santíssima Trindade, tem piedade de nós;
Senhor, concede-nos a remissão de nossos pecados;
Mestre soberano, perdoa as nossas ofensas;
ó Santo, volta teu olhar para nós
e cura nossas doenças, pelo teu santo nome.
  Kyrie, eleison! (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
  Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha a nós o teu reino,
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu.
  O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos aos nossos devedores,
e, não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
Sacerdote: Pois teu é o reino, o poder e a glória,
Pai , Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos.
Coro: Amém.
  Kyrie, eleison! (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
E, fazendo a cada vez uma inclinação:
Coro: Vinde Adoremos e prostremo-nos
ante Deus, nosso Rei.
  Vinde Adoremos e prostremo-nos
ante o Cristo Deus, nosso Rei.
  Vinde Adoremos e prostremo-nos
ante o Cristo, nosso Rei e Deus.
(Recitam-se, em seguida, os salmos 50, 60 e 142)
A Grande Doxologia (Hino de Louvor ao Criador)
Coro: Glória a Ti, ó Doador da luz!
  Glória a Deus nas alturas,
paz na terra e benevolência aos homens!
  Nós te louvamos,
nós te bendizemos,
nós te adoramos,
nós te glorificamos,
nós te damos graças
por tua imensa glória.
  Senhor Deus, Rei dos céus,
Deus Pai Onipotente.
  Senhor, Filho Unigênito, Jesus Cristo,
e Espírito Santo.
  Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
  Tu, que tiras o pecado do mundo,
tem piedade de nós.
  Tu, que tiras o pecado do mundo,
acolhe a nossa súplica.
  Tu, que estás à direita do Pai,
tem piedade de nós.
  Só Tu és Santo,
só Tu, o Senhor,
só Tu, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
na glória de Deus Pai. Amém!
  A cada dia te bendigo louvando o teu Nome,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos.
  Ajuda-nos, Senhor,
a permanecer sem pecado neste dia.
  Tu és bendito ó Senhor, Deus dos nossos pais;
e que o teu Nome seja louvado e glorificado para sempre.
  Derrama sobre nós, ó Senhor, a tua misericórdia,
porque Tu és a nossa esperança.
  Tu és bendito ó Senhor,
ensina-me teus mandamentos.
  Tu és bendito ó Mestre,
ensina-me teus mandamentos.
  Tu és bendito ó Santo,
ensina-me teus mandamentos.
  Tu és o nosso eterno refúgio, ó Senhor,
de geração em geração.
  Eu disse: Senhor, tem piedade de mim!
Cura a minha alma porque pequei perante Ti.
  Em Ti, Senhor, eu me refugio;
ensina-me a fazer a tua vontade,
pois Tu és meu Deus.
  Porque em Ti está a fonte da vida;
na tua luz vemos a luz.
  Estende a tua misericórdia
sobre todos os que te confessam.
  Santo Deus, Santo poderoso, Santo imortal,
tem piedade de nós. (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
Segue a recitação ou canto do Credo Niceno-constantinopolitano
Credo Niceno-Constantinopolitano
Coro: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
  Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado não criado,
consubstancial ao Pai.
  Por ele todas as coisas foram feitas.
E, por nós, homens, e para a nossa salvação,
desceu dos céus:
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
  Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
  Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as escrituras.
  E subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
  E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
  Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida, e procede do Pai;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
ele que falou pelos profetas.
  Creio na Igreja
una , santa, católica e apostólica.
  Professo um só batismo
para remissão dos pecados.
  Espero a ressurreição dos mortos;
  E a vida do mundo que há de vir. Amém.
Parte Narrativa: «Episódios Evangélicos»
O sacerdote incensa o ícone (principal) da Santíssima Mãe de Deus e os fiéis enquanto todos recitam o tropário:
Tropário
  A ti, Maria, como ao general invencível,
meus cantos de vitória!
A ti, que me livraste de meus males,
ofereço meus cantos de reconhecimento!
Pois que tens uma força invencível,
livra-me de toda espécie de perigos,
a fim de que te aclame:
Ave, Virgem e Esposa!
I Estação: «O Anúncio do Anjo Gabriel»
  O mais sublime dos anjos
foi enviado dos céus
para dizer «Ave» à Mãe de Deus.
Vendo-te, Senhor, feito homem
à sua angélica saudação,
deteve-se extasiado diante da Virgem,
aclamando-a assim:
  Ave, por ti resplandece a alegria!
Ave, por ti a maldição toda cessa!
Ave, reergues o Adão decaído!
Ave, tu estancas as lágrimas de Eva!
Ave, mistério que excede o intelecto humano!
Ave, insondável abismo aos olhares dos anjos!
Ave, porque és o trono do Rei soberano!
Ave, porque tu governas quem tudo governa!
Ave, ó estrela que o sol anuncias!
Ave, em teu seio é que Deus se fez carne!
Ave, por quem a criação se renova!
Ave, o Criador fez-se em ti criancinha!
  Ave, Virgem e Esposa!
Antífona I
  Sabendo Maria de ser a Deus consagrada,
assim a Gabriel dizia:
«A tua mensagem é misteriosa aos meus ouvidos
e incompreensível ressoa à minha alma.
De uma Virgem um parto tu anuncias», exclamando:
Aleluia! (3 vezes)
«Maria e o Anúncio do Anjo»
  Desejava a Virgem entender o mistério,
e ao divino mensageiro pergunta:
«Poderá uma virgem dar à luz um menino?
– Dize-me!». Com reverência,
o Anjo respondia, cantando assim:
  Ave, mistério, vontade inefável!
Ave, ó fé maturada em silêncio!
Ave, prelúdio dos faustos de Cristo!
Ave, sumário do santo Evangelho!
Ave, ó escada sublime por quem Deus nos veio!
Ave, ó ponte que os hímens ao céu encaminha!
Ave, dos Anjos tu és maravilha gloriosa!
Ave, do inferno derrota total contundente!
Ave, que a Luz por mistério geraste!
Ave, que o «modo» a ninguém ensinaste!
Ave, transcendes a ciência dos sábios!
Ave, iluminas a todos os crentes!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona II:
  A virtude do Altíssimo
a cobriu com sua sombra
e tornou Mãe a Virgem sem núpcias:
o seio por Deus fecundado
tornou-se campo abundante
para todos aqueles que buscam a salvação
e assim aclamam:
Aleluia! (3 vezes)
«Visita de Maria a sua prima Santa Isabel»
  Tendo em seu seio o Senhor,
solícita Maria
visitava sua prima Isabel.
O menino no ventre materno,
ouvindo a saudação, exultou,
e, saltando de alegria,
à Mãe de Deus aclamava:
  Ave, ó ramo de planta incorrupta!
Ave, do fruto imortal, colheita!
Ave, cultora do Mestre dos homens!
Ave, ó Mãe de quem deu-nos a vida!
Ave, ó campo veraz que produz muitos frutos!
Ave, ó mesa bem farta de perdões abundantes!
Ave, tu fazes florir as planícies celestes!
Ave, a nós todos preparas um porto seguro!
Ave, ó incenso das preces aceitas!
Ave, purificação do universo!
Ave, bondade de Deus pelos homens!
Ave, ante Deus, dos mortais és audácia!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona III
  Com o coração tumultuando
e cheio de dúvidas,
o prudente José se debatia.
Sabe que és Virgem intacta
e suspeita secretos esponsais.
Conhecendo-te Mãe
pela ação do Espírito Santo, exclama:
Aleluia! (3 vezes)
II Estação: «O Anúncio Alegre aos Pastores»
  Os pastores ouviram os coros dos anjos
que cantavam ao Senhor feito homem.
Correndo, vão ver o Pastor.
Contemplam o Cordeiro inocente
alimentando-se do seio materno
e à Virgem entoam um canto:
  Ave, ó mãe do Pastor e Cordeiro,
Ave, és aprisco da Mística Ovelha,
Ave, preservas do oculto inimigo,
Ave, ó chave das portas celestes.
Ave, por ti congratula-se o céu com a terra,
Ave, por ti, terra e céu, em uníssono cantam,
Ave, do apóstolo, boca jamais silenciosa,
Ave, invencível coragem dos mártires todos.
Ave, da fé inabalável baluarte,
Ave, da graça, fulgente estandarte,
Ave, por ti foi o inferno espoliado,
Ave, nos tens revestido de glória.
  Ave, Virgem e esposa!
Antifona IV
  Observando a estrela
que a Deus os guiava,
os magos seguiram seu fulgor.
Era lâmpada segura em seu caminho,
que os conduziu ao Rei poderoso.
Chegados ao Deus inatingível,
o aclamam felizes:
Aleluia! (3 vezes)
«A Adoração dos Magos»
  Contemplaram os magos, no colo materno,
Aquele que plasmou o homem em suas mãos.
Compreenderam ser ele o seu Senhor,
escondido sob o aspecto de servo.
Solícitos, oferecem-lhe seus dons
e à Mãe aclamam:
  Ave, que a estrela perene geraste!
Ave, és aurora do místico dia!
Ave, que a forja do engano extinguistes!
Ave, o mistério de Deus iluminas!
Ave, o tirano inimigo dos homens destronas!
Ave, que o Cristo, mostraste Senhor nosso amigo!
Ave, resgatas do culto selvagem aos deuses!
Ave, teus filhos libertas do ataque do mal!
Ave, que o culto do fogo extinguistes!
Ave, que aplacas o fogo dos vícios!
Ave, que educas o crente a ser casto!
Ave, alegria de todos os povos!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona V
  Mensageiros de Deus
tornaram-se os magos
de volta para suas terras.
Cumpriu-se o antigo oráculo
quando a todos falavam de Cristo,
sem pensar no estulto Herodes,
incapaz de cantar:
Aleluia! (3 vezes)
«Fuga para o Egito»
  Egito tu iluminas
com o resplendor da verdade,
afugentando as trevas do erro.
À tua passagem os ídolos caíam
não podendo te suportar, Senhor.
E os homens, libertados do engano,
à Virgem aclamam:
  Ave, reergues o gênero humano!
Ave, ruína total dos demônios!
Ave, esmagaste a potência enganosa!
Ave, que o logro dos ídolos mostras!
Ave, ó mar que afogou o faraó demoníaco!
Ave, rochedo a saciar os sedentos de vida!
Ave, coluna de fogo a guiar os errantes!
Ave, és abrigo do mundo, mais amplo que as nuvens!
Ave, o maná verdadeiro nos deste!
Ave, nos serves delícias sagradas!
Ave, ó terra por Deus prometida!
Ave, ó fonte do mel e do leite!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona VI
  Simeão, o velho,
já no fim dos seus dias,
estava para deixar a sombra deste mundo.
A ele foste apresentado como Menino,
mas, vendo-te qual Deus poderoso,
admirou o arcano desígnio e exclamava:
Aleluia! (3 vezes)
Parte Dogmática: «Os mistérios da fé»
III Estação: «A Virgindade Fecunda de Maria»
  Renovou o Excelso
as leis deste mundo
quando veio habitar entre nós.
Germinado no seio de uma Virgem,
conserva-o intacto como sempre o fora.
Nós, admirados por este prodígio,
à Virgem santa cantamos:
  Ave, ó flor da total virgindade!
Ave, protótipo da castidade!
Ave, da ressurreição, claro emblema!
Ave, que a vida dos Anjos revelas!
Ave, frutífera planta, alimento do crentes!
Ave, ó árvore umbrosa que abrigas a muitos!
Ave, teu seio carrega o mentor dos errantes!
Ave, que à luz deste o libertador dos cativos!
Ave, que o justo Juiz nos abrandas!
Ave, perdão do relapso e contrito!
Ave, coragem dos desesperados!
Ave, és amor que preenche os desejos!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona VII
  Contemplando o parto milagroso,
e afastados do mundo,
dirigimos a mente para o céu.
O Altíssimo apareceu entre nós
no humilde aspecto humano de um pobre
e eleva ao mais alto da glória
aqueles que cantam:
Aleluia! (3 vezes)
«A Maternidade Divina de Maria para a nossa Salvação»
  A Palavra de Deus infinito
habitava na terra
e enchia os céus.
Sua descida amorosa até o homem
não fez mudar sua suprema morada.
Era o divino parto da Virgem
que ele ouvia cantar:
  Ave, morada do Deus infinito!
Ave, ó porta do augusto mistério!
Ave, mensagem que inquieta os descrentes!
Ave, ufania e segurança dos crentes!
Ave, veículo santo do Altíssimo Filho!
Ave, mansão gloriosa do Verbo encarnado!
Ave, da virgem e mãe as grandezas reúnes!
Ave, os contrários a um fim tão igual consorcias!
Ave, o pecado de Adão dissolveste!
Ave, por ti foi o céu reaberto!
Ave, ó chave do reino de Cristo!
Ave, esperança dos bens sempiternos!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona VIII
  Toda a multidão dos anjos,
admirada, contempla
o mistério de Deus encarnado.
Ao senhor inacessível,
feito homem, admira-o, acessível,
caminhar pelas sendas humanas,
ouvindo cantar:
Aleluia! (3 vezes)
«O Mistério do Parto Virginal de Maria»
  Os eloqüentes oradores,
como peixes emudecem
diante de ti, santa Mãe do Verbo.
Não compreendem como foi possível
permanecer Virgem depois de ser Mãe.
Nós, teus devotos, o prodígio admiramos
e com fé proclamamos:
  Ave, sacrário da ciência divina
Ave, tesouro da fiel providência
Ave, os sapientes afirmas ignaros
Ave, os loquazes revelas vazios.
Ave, convences de inane a astuciosa palavra
Ave, que tornas sem nexo os criadores dos mitos
Ave, os astutos sofismas dos gregos desfazes
Ave, replenas as redes dos bons pescadores.
Ave, nos livras da imensa ignorância
Ave, iluminas inúmeras mentes
Ave, batel dos que querem salvar-se
Ave, ó porto dos nautas da vida.
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona IX
  Para salvar o mundo,
o Criador de todas as coisas
quis vir a ele.
Sendo Deus, tornou-se nosso Pastor
e apareceu entre nós como Cordeiro.
Sendo homem, atrai a si os homens
e como Deus ouve cantar:
Aleluia! (3 vezes)
IV Estação: «Maria: Modelo de Pureza e Santidade»
  Ó Virgem, Mãe de Cristo,
vindo morar em teu seio,
o divino Criador te fez
o baluarte das virgens
e de quantos a ti recorrem.
Ele nos convida a cantar
em tua honra, ó Ilibada:
  Ave, pilar da integral virgindade!
Ave, ó porta de quem quer salvar-se!
Ave, ó mestra das coisas sagradas!
Ave, doadora da Graça Divina!
Ave, dá a vida nova aos nascidos na culpa!
Ave, instrutora das mentes que estavam dispersas!
Ave, tu expulsas aqueles que a mente corrompe!
Ave, ó Mãe de Jesus, semeador de almas castas.
Ave, ó tálamo em núpcias virgíneas
Ave, que os crentes com Deus concilias
Ave, ideal pedagoga das virgens
Ave, que os santos recobres de bênçãos.
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona X
  É sempre inferior o canto
que presuma engrandecer
as tuas inúmeras virtudes.
Tantos como é a areia da praia
podem ser os nossos hinos, ó Rei Santo,
porém, nunca alcançariam as graças
que destes a quem canta:
Aleluia! (3 vezes)
«Maria, Mãe de Quem Nasce a Igreja»
  Como tocha luminosa
a iluminar os que jazem nas trevas,
resplandece a Virgem Maria.
Foi ela que acendeu a Luz eterna.
Seu fulgor ilumina as mentes
e é guia à sabedoria divina,
inspirando este canto:
  Ave, do místico sol o lampejo!
Ave, ó astro da flama perene!
Ave, ó clarão que iluminas as almas!
Ave, trovão a assustar o inimigo.
Ave, tu fazes luzir esplendor fulgurante!
Ave, transbordas o rio com mil afluentes!
Ave, figura das águas do santo batismo!
Ave, tu lavas as manchas de nossos pecados.
Ave, lavacro que iliba a consciência!
Ave, ó taça que infunde alegria!
Ave, o perfume de Cristo recendes!
Ave, ó vida do sacro banquete.
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona XI
  Querendo nos perdoar o primeiro pecado,
Aquele que paga as dívidas de todos
busca asilo no meio dos seus trânsfugas,
exilando-se livremente do céu.
Rasgando o antigo rescrito,
ouve cantar:
Aleluia! (3 vezes)
«Maria, Protetora e Auxílio de Todos os Cristãos»
  Glorificando o teu parto,
todo o universo te louva
qual tabernáculo vivente, ó Senhora.
Colocando sua morada no teu seio
Aquele que segura tudo em sua mão,
o Senhor, te fez santa e gloriosa,
e nos convida a te louvar:
  Ave, ó casa de Deus e do Verbo!
Ave, ó santa mais santa que os santos!
Ave, no espírito, arca dourada!
Ave, infinito tesouro de vida.
Ave, precioso diadema dos reis piedosos!
Ave, louvor glorioso dos pios sacerdotes!
Ave, ó torre inconcussa da Igreja de Cristo!
Ave, tu és baluarte invencível do império.
Ave, troféus por ti conquistados!
Ave, por ti o inimigo é vencido!
Ave, remédio do corpo doente!
Ave, tu és a salvação de minha alma!
  Ave, Virgem e esposa!
Antífona XII
  Digna de todo louvor,
Santa Mãe do Verbo,
Santíssimo entre todos os Santos,
recebe, nesse canto, a nossa oferta.
Salva o mundo de todo perigo;
de todos os males e dos castigos futuros
1ivra-nos, a nós que cantamos:
Aleluia! (3 vezes)
E repete-se novamente o tropário:
Tropário
  A ti Maria, como ao general invencível,
meus cantos de vitória.
A ti, que me livraste de meus males,
ofereço meus cantos de reconhecimento.
Pois que tens uma força invencível,
livra-me de toda espécie de perigos,
a fim de que te aclame:
Aleluia! (3 vezes)
Somente na primeira sexta-feira da quaresma o sacerdote proclama o santo Evangelho. Fazendo uma reverência diante do evangeliário, ergue-o e sai com ele pelas portas santas, dirigindo-se ao ambão.
Evangelho
Sacerdote: Sabedoria!
  Elevemo-nos para escutar o santo Evangelho.
  A paz seja convosco!
Coro: E com o teu espírito.
Sacerdote: Proclamação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o evangelista São N. ...
Coro: Glória a Ti, Senhor, glória a Ti!
Sacerdote: Estejamos atentos!
O sacerdote proclama o Evangelho do dia e, ao final, o coro responde:
Coro: Glória a Ti, Senhor, glória a Ti!
Grande e Insistente Súplica
Sacerdote/Diácono: Digamos todos, de toda nossa alma e de todo nosso espírito:
Coro: Kyrie, eleison!
Sacerdote/Diácono: Senhor Todo-poderoso, Deus de nossos pais,
nós te pedimos: escuta-nos e tem piedade de nós!
Coro: Kyrie, eleison!
Sacerdote/Diácono: Tem piedade de nós, ó Deus, segundo tua grande misericórdia, nós te suplicamos: escuta-nos e tem piedade de nós!
Coro: Kyrie, eleison! (3 vezes e, assim, a cada súplica)
Sacerdote/Diácono: Oremos ainda pelo nosso santo pai o patriarca N.,
pelo nosso Metropolita N. ... , (arcebispo, ou bispo),
pelos sacerdotes, diáconos, religiosos
e por todos os nossos irmãos e irmãs em Cristo.
  Oremos ainda pelo Brasil, nosso amado país
protegido por Deus, seu governo e força de segurança.
  Oremos ainda pelos fundadores deste santo templo,
pelos nossos pais e irmãos falecidos
que, fiéis à verdadeira fé, repousam piedosamente aqui
e em toda parte do mundo.
  Oremos ainda implorando misericórdia, vida, paz, saúde,
salvação e visita divina aos servos de Deus N.,
e pelo perdão e a remissão dos seus pecados.
  Oremos ainda pelos benfeitores desta santa e venerável igreja,
pelos que nela se afadigam e cantam
e por este povo aqui presente que espera de Ti
a grande e abundante misericórdia.
E, em voz baixa, o sacerdote reza a oração da Súplica Insistente:
Sacerdote: Ó Senhor, nosso Deus, acolhe esta fervorosa súplica,
e tem piedade de nós, os teus servos
segundo a grandeza de tua bondade;
derrama tua compaixão sobre todo o teu povo,
que espera de Ti a infinita misericórdia.
E, elevando a voz:
  Pois Tu és um Deus bom e misericordioso,
nós te glorificamos, Pai , Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos.
Coro: Amém.
Orações Finais
  Santo Deus , Santo forte, Santo imortal,
tem piedade de nós. (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
  Santíssima Trindade, tem piedade de nós;
Senhor, concede-nos a remissão de nossos pecados;
Mestre soberano, perdoa as nossas ofensas;
ó Santo, volta teu olhar para nós
e cura nossas doenças, pelo teu santo nome.
  Kyrie, eleison! (3 vezes)
  Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
  Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha a nós o teu reino,
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu.
  O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
perdoa-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos aos nossos devedores,
e, não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
Sacerdote: Pois teu é o reino, o poder e a glória,
Pai , Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos.
Coro: Amém.
  Kyrie, eleison. (3 vezes)
  Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
Oração
  Ó gloriosa, sempre Virgem e bendita Mãe de Deus,
ofereça minhas orações a teu Filho e meu Deus,
e roga a ele pela salvação de minha alma.
  O Pai é minha esperança,
o Filho é meu refúgio
e o Espírito Santo é meu amparo:
Santíssima Trindade, glória a Ti!
  Em ti deposito toda a minha esperança;
ó Mãe de Deus,
guarda-me sob a tua proteção.
Despedida
Sacerdote: Glória a Ti, ó Cristo Deus, esperança nossa, glória a Ti!
Coro: Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
  Kyrie, eleison! (3 vezes)
  Padre, abençoa-nos em nome do Senhor!
Sacerdote: Ó Cristo nosso verdadeiro Deus
[que ressuscitaste dos mortos,
ou a invocação própria da Festa do dia... ]

pelas orações da tua puríssima Mãe,
dos santos e gloriosos apóstolos,
de S. N., (Santo titular da Igreja e do dia),
dos santos e justos avós do Senhor,
Joaquim e Ana e de todos os santos,
tem piedade de nós, ó Filantropo, e salva-nos,
E, fazendo uma grande inclinação diante do altar, diz:
  Pelas orações dos nossos santos padres,
Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, tem piedade de nós!
Coro: Amém
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O texto usado pelos fiés, na Catedral não é este. Mas este que encontrei é bastante parecido. Na verdade a essência é a mesma. 
 Giovani Rodrigues
Fonte: Ecclesia