quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Crianças do Pronoama visitam o Villa Ambiental em São Paulo


Rhoxany Souza

Minas Gerais pode dizer que tem crianças ecológicas. Na última sexta-feira, 16.10, crianças da cidade de Campanha, extremo sul do estado mineiro, visitaram o Villa Ambiental, do Projeto Ambiental Estratégico Criança Ecológica. Os visitantes do estado vizinho a São Paulo são integrantes do Projeto Novo Amanhã – Pronoama, que oferece atividades para crianças carentes nos períodos extra turno escolar. Das 380 crianças atendidas pelo projeto, 34 foram escolhidas para visitar o espaço de educação ambiental da SMA. O critério de escolha foi o comportamento e o bom rendimento escolar.

O passeio começou no inicio da tarde, com a apresentação dos monitores, que explicaram a importância de se cuidar do meio ambiente. Os visitantes mineiros percorreram o “Vá pela Sombra” e o “Circuito das Árvores”, no Parque Villa-Lobos, antes de conhecer os personagens da turma Criança Ecológica e se divertirem com as atividades sobre a preservação do meio ambiente e como salvar o planeta. 


No tunel das sensações as crianças sentiram os efeitos do aquecimento global.

Os educadores do Pronoama prepararam as crianças para a visita antes de virem para São Paulo. Por isso, além de chegarem afiadas para conversar com os monitores sobre os assuntos abordados, elas levaram desenhos do Parque Villa-Lobos, feitos por elas, para darem de presente ao Villa Ambiental.
 
Segundo coordenador do projeto Pronoama, Augusto César, o objetivo da visita foi oferecer às crianças do projeto um conhecimento sobre a questão ambiental de uma maneira pedagógica e que despertasse o interesse da garotada. “Uma mistura de diversão e conhecimento”, resume. “Essa forma infantil e pedagógica de falar com eles permite que eles absorvam o conhecimento”, explica o coordenador, que quer continuar tratando as questões ambientais com as crianças após a visita.
 
Para a assistente social da prefeitura de Campanha e idealizadora da visita ao Villa Ambiental, Márcia Lemos Muller, “essas crianças serão os nossos multiplicadores em um município que tem muitos problemas sócio ambientais”. Márcia espera poder trazer outras crianças da cidade mineira para conhecer o espaço. “Acredito que o resultado vai ser muito positivo para a cidade”, conta.
 


Vinicius Ferreira
 
Mas quem garante mesmo que vai fazer a diferença em Campanha são as próprias crianças. Entre elas está Vinícius Ferreira, de 10 anos, que vai continuar separando o lixo para a reciclagem e cobrar para que os moradores de sua casa façam o mesmo. A pequena Rhoxany Souza, de nove anos, também vai cobrar que a sua mãe use ônibus para ir ao trabalho. E quando questionada sobre o que ela mesma vai fazer para ser uma criança ecológica a resposta rápida foi: “vou andar mais de bicicleta”.
 
Sobre o projeto Pronoama
 
O projeto Pronoama surgiu em 1993, idealizado pelos Irmãos do Sagrado Coração, com a proposta de acolher as crianças carentes e em risco social da cidade de Campanha, Minas Gerais. “Mas acolher não só como abrigar em um espaço físico, mas um acolhimento que desse para eles possibilidades de viver com dignidade” explica Augusto César, coordenador do projeto.
 
As crianças freqüentam o projeto todos os dias da semana nos períodos da manhã ou da tarde, dependendo do horário escolar. Quando chegam, recebem prioritariamente um reforço escolar com acompanhamento de educadores. Depois passam a participar de atividades como curso de pintura, tapeçaria, bordado, judô, capoeira, natação e informática.
 

Observando os pássaros.

"Bondade Mesquinha"

Li este artigo de Olavo de Carvalho, que dá continuidade ao tema da minha última postagem. Vamos a ele:



Nosso presidente, que jamais derramou uma lágrima pelos 40 mil brasileiros assassinados anualmente e muito menos fez algo para protegê-los, derreteu-se em prantos ante a escolha do Rio para sede dos próximos Jogos Olímpicos. Não é a primeira vez que ele dá mostras de sua notável capacidade lacrimejante. Ele chorou duplamente ao ser eleito e ao ser empossado, chorou vezes inumeráveis ao anunciar do alto dos palanques seus planos de governo, chorou no enterro do deputado petista Carlos Wilson, no das vítimas da chuva em Sta. Catarina e no dos mortos do acidente em Alcântara, chorou ao inaugurar o projeto "Luz Para Todos", chorou ao enaltecer seus próprios feitos num encontro de estudantes em São Paulo, chorou no Senegal dizendo que era de arrependimento pela escravatura, chorou ao prometer acabar com o desemprego em 2003 e depois novamente em 2006 (os desempregados continuam chorando até agora), e chorou quando o deputado Roberto Jefferson lhe falou do Mensalão: soluçou tão convulsivamente que ficou até parecendo que era o último a saber do imbroglio. São apenas amostras colhidas a esmo. Digitando "Lula chora" no Google obtive 29.600 respostas, e ante a mera perspectiva de examiná-las uma a uma quem sente ganas de chorar sou eu.
Diante dessa torrente de lágrimas, seria injusto negar que o sr. presidente tenha bons sentimentos. Que os tem, tem. O problema é que são morbidamente seletivos: para seus companheiros de militância, para os grupos sociais onde espera recrutar eleitores, e sobretudo para si próprio, coitadinho, é uma comoção arrebatadora, um enternecimento irresistível, um transbordamento de compaixão sem fim. Para os demais, tudo o que ele tem a oferecer é aquela forma requintada de crueldade passiva que se chama a indiferença. Incluem-se nessa categoria os 40 mil acima mencionados, as crianças brasileiras envenenadas pelas drogas das Farc, os malditos 17 mil reacionários fuzilados por seu amigo Fidel Castro e sobretudo as vítimas do terrorismo nacional, cujas famílias vivem no mais abjeto esquecimento enquanto os assassinos de seus pais e avós se empanturram de verbas federais, seja na condição de "indenizados", seja na de ministros, senadores, deputados, chefes de gabinete etc. etc. etc.
Longe de mim a suspeita de que as lágrimas de S. Excia. sejam fingidas. É justamente a espontaneidade delas que mostra o quanto os bons instintos presidenciais são seletivos, daquela seletividade natural e até inconsciente que revela, num instante, uma personalidade, a forma inteira de uma alma e de uma consciência. Se essa seletividade privilegia, enfatiza e enaltece com naturalidade espantosa os interesses político-publicitários do sr. presidente e ao mesmo tempo o torna cego e insensível para tudo o mais, não é porque haja nela alguma premeditação astuta, mas, bem ao contrário, é porque, simplesmente, ele é assim.
Sua consciência moral, em suma, é deformada pelo longo hábito, meio partidário, meio mafioso, da separação estanque entre os "amigos" e os "outros", entre "gente nossa" e "aquela gente". Se seus acessos de bondade vêm a ser sempre politicamente oportunos, não é porque ele os planeje, mas porque, no fundo da sua alma, ele não consegue conceber o bem senão sob a forma estreita e específica de uma estratégia partidária, sendo perfeitamente indiferente a tudo o que fique fora ou acima dela.
Especialmente acima. A prova mais patente da sua insensibilidade a quaisquer valores que transcendam a luta partidária veio logo após sua audiência com o Papa -- momento culminante na vida de todo fiel católico --, quando, tendo comungado sem confessar, redobrou a blasfêmia ao fazer chacota do ocorrido, dizendo que assim procedera por ser alma sem pecados. Para esse homem, até mesmo a religião que diz professar ardentemente não tem nenhum significado em si mesma, o Deus que ele diz adorar não tem nenhuma autoridade moral para julgá-lo, devendo antes amoldar-se com humildade à condição de personagem de piada instrumental ad majorem Lulis gloriam. Que depois, na África, ele exiba arrependimento por uma escravatura que jamais praticou, e faça acompanhar suas lágrimas da conveniente citação papal, eis aí a prova de que, na escala da sua consciência, sua alma cristã tem mais satisfações a prestar ante o auditório imediato do que ante o Juízo Final.
Subjugando ao oportunismo partidário mesmo aquilo que há de mais alto e venerável, suas efusões de bondade não são senão expressões visíveis de uma mesquinharia profunda, de uma pequenez de alma que, para dizer o mínimo, não é um bom exemplo para se dar às crianças.
Desprovido, ao menos aparentemente, da truculência natural de um Fidel Castro ou de um Pol-Pot, bem como da fanfarronice histriônica de um Hugo Chávez, esse homem traz no coração, como eles, aquela típica mistura de insensibilidade moral e sentimentalismo kitsch que caracteriza os sociopatas. Sua indiferença ao sofrimento real dos estranhos ao seu círculo de interesses contrasta de tal modo com suas tiradas de autopiedade obscena e com seu emocionalismo à flor da pele nas ocasiões politicamente convenientes, que não vejo como escapar à conclusão de que S. Excia. é uma alma deformada, cuja feiúra, exibida com ingênuo despudor a cada novo pronunciamento seu, condensa simbolicamente a miséria geral da época.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009



        Li o artigo do Zé Francisco no site Campanhanet em que expõe sua euforia e emoção até às lágrimas com a escolha do Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016.
        Também sinto, como ele, um enorme orgulho de ser brasileiro. Porém, vamos devagar com a euforia. Temos de tomar cuidado para não deixar o sentimentalismo esportivo eclipsar a verdadeira face de nosso país. Não é verdade que o Brasil está melhorando. Longe disso, podemos ver uma gritante violência assolando nossas cidades, desde as grandes metrópoles até as menores aldeias indígenas (lembremo-nos do infanticídio indígena “apoiado” pela Funai e por determinado setor marxista da CNBB – mas isto é assunto para outra reflexão). As rodovias não estão recebendo manutenção de primeira, o que observamos são operações tapa-buracos com fins eleitoreiros (tanto estaduais, como federais). A fome e a miséria ainda são uma realidade, principalmente no norte e nordeste. A Educação é praticamente nula. A Saúde um caos.
        Para erradicar a droga é preciso muito mais que uma Olimpíada. Esportes podem até minimizar a busca pela droga, mas não a elimina. Há casos de grandes atletas que usaram e usam drogas. O fenômeno americano Michael Phelps não gosta de um baseadinho?

        Zé Francisco, você acredita em coelhinho da páscoa? Acredita de verdade que o pré-sal vai resolver os problemas sociais de nosso amado Brasil? Meu amigo corinthiano, acorda! O Zé-povinho não vai receber nem migalhas de tal projeto. Como também não vai entrar nos estádios para assistir aos jogos do Mundial de Futebol e muito menos aos jogos olímpicos. Só vai quem tem dinheiro para pagar ingresso. E te garanto que não serão a preços populares.

        Irei às lágrimas quando Lula vencer o Obama de outra forma: brasileiros apoiados pela nação receberem o Nobel de Física, de Química ou de Medicina. Acho que quem riu por último riu bem melhor. Afinal os Estados Unidos agregam em suas terras, além das “pratas da casa”, gênios cientistas de outras nações que se lixam para a tecnologia e desenvolvimento. Enfim, dê pão e circo ao povo e o sentimentalismo abafa a realidade.
        Obs: Zé, usei o meu blog para discordar de seu artigo, pois o Campanhenet não dá esta abertura aos leitores. É um bom site, mas peca como o da Câmara e o da Diocese por não ser interativo. Não entendo o porquê, afinal qualquer site ou blog, abre espaço para intensa interatividade com o leitor através de comentários que podem ser publicados diretamente ou após uma moderação. 


terça-feira, 6 de outubro de 2009

RCC Campanha MG, TV Século XXI e Odair Cunha

A RCC da Campanha realizou missa na Catedral com um padre da TV Século XXI. Em cartazes espalhados pela cidade, fala que o deputado federal Odair Cunha, do socialista PT (partido abortista que católico não pode votar nem filiar-se, conforme ensina o Santo Magistério), apoiou.

 Fico intrigado: que apoio ou o que apoiou o deputado? Missa não é paga, pois nem toda a riqueza do mundo é capaz de cobrir o valor do Santo Sacrifício. Pagou o sacerdote que veio celebrar? Para que pagar se temos três fantásticos sacerdotes em nossa paróquia? Pagou a TV Século XXI? Estranho, pois a TV Canção Nova fez um programa de alto nível, divulgando nossa cidade e não cobrou um centavo. Aliás, a prefeitura não pagou nem a estadia da repórter e sua equipe. Clique aqui para ver os vídeos.

Qual seria então este "apoio" ? Seria pura e simplesmente a confecção dos cartazes? Mas seria necessário, a Renovação Carismática recorrer a um político para tal obra e ainda ficar com o rabo preso? Não seria mais honroso se os carismáticos fizessem uma vaquinha para conseguir a grana? O governo não vive frizando que o "Estado é laico"? Sejamos católicos verdadeiros e não nos vendamos por migalhas. Se o Estado é laico não aceitemos sua "ajuda" (que no fundo é uma ceva para angariar votos).  Sejamos fiéis ao dizimo. Campanha tem uma população predominantemente católica. Apenas mil e poucos são dizimistas. Destes, apenas uns quatrocentos são fiéis no seu compromisso. Se todo católico levasse a sério seu catolicismo, até no momento de pagar o dízimo, nossa Igreja não precisaria nem mesmo de tombar a Catedral.

E por outro lado, a conveniência. Se o Estado é laico, porque então permite o deputado que sua foto com o símbolo do partido apareça num cartaz de cunho religioso? E a RCC da Campanha, após bravamente no Cerco de Jericó assumir as madrugadas em fervorosa vigília ao Senhor Sacramentado, pisa na bola ao tomar tal atitude. Não deixem-se levar por politicagens. Veja o que vem aprontando na CN o tal do Chalita. O interesse maior dele é a eleição. Filiou-se a partido socialista e infelizmente vai pegar o voto de ingênuos e ignorantes  (ignoram o que ensina a Igreja a respeito do socialismo/comunismo) carismáticos.


   



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bassuma deixa o PT

CARTA DE DESFILIAÇÃO DIRIGIDA AO PT
Salvador, 28 de setembro de 2009

Exmo. Sr.
Presidente do Diretório Nacional do PT
Sr. Ricardo José Ribeiro Berzoini

NESTA,

Prezado Senhor,

Sou filiado ao PT desde 1995, estando em meu quarto mandato eletivo. Ao longo destes anos segui todas as orientações partidárias, dentro e fora do Parlamento. Em 2007 o Congresso do Partido aprovou uma Resolução favorável à legalização do aborto contrariando frontalmente convicções éticas, filosóficas e religiosas que trago comigo há mais de trinta anos.

Amparado pelo Artigo 67 dos Estatutos do PT e pelo artigo quinto da Constituição continuei exercendo normalmente meus direitos como parlamentar e cidadão.
Respondi durante quase um ano a um processo na Comissão de Ética, por contrariar tal Resolução, que se encerrou num julgamento pelo Diretório Nacional no dia 17 de Setembro de 2009, onde fui condenado a cumprir uma suspensão por doze meses, apenas por lutar em defesa da vida.
Por entender que com esta decisão, o Partido está colocando a legalização do aborto acima do Artigo 67, ferindo frontalmente meus princípios éticos, filosóficos e religiosos, eu, Luiz Carlos Bassuma, em consonância com o Art. 21 da Lei 9.096, de 19/09/1995 comunico minha desfiliação do Partido dos Trabalhadores, a partir desta data, conforme exigência da lei.

LUIZ CARLOS BASSUMA
Deputado Federal

Título de eleitor: 0235 8628 0515
Zona: 013 Seção: 0057

________________

Bassuma e Odair Cunha, de forma magistral defenderam a Vida, quando de uma Audiência Pública em que se discutia a Descriminalização do Aborto. Foi transmitida pela TV Câmara. Não me lembro a data. Mas o que importa é que defenderam a vida dos nacituros, contrariando a orientação do Partido dos Trabalhadores.

O PT puniu Bassuma (espírita) e Henrique Afonso (protestante). Não entendo como não fizeram o mesmo com Odair Cunha (católico). Mas digo que foi admirável a atitude de Bassuma. Deveria servir de exemplo para muitos políticos dito católicos tanto do PT quanto de outros partidos de esquerda, também favoráveis ao aborto e a Lei da Mordaça Gay. Bassuma não se vendeu. Preferiu deixar o PT a mudar sua convicção religiosa e filosófica.

Não sei qual o posição do deputado Odair Cunha ou qual sua estratégia, mas deveria solidarizar-se com os deputados punidos. Seria um grande feito se também se desfiliasse do PT, partido não só abortista, mas socialista. Afinal é o deputado um católico, "criado" na Comunidade Magnificat, do Padre Pepê.

A Igreja condenou tanto o socialismo como o comunismo. Desde Leão XIII até o atual Bento XVI, todos os papas, condenaram os Vermelhos. Um católico não pode de forma alguma apoiar partidos de esquerda. Não entendo porque ainda continua neste partido. Não creio que seja desconhecimento dos documentos da Igreja, pois tempos atrás, entreguei em suas mãos um artigo do Rafael Vitola, que mostra claramente porque um católico não pode filiar-se ou apoiar partidos de esquerda.

domingo, 27 de setembro de 2009

Igualitarismo materialista


Os partidos de esquerda (socialistas e comunistas) defendem a igualdade entre os homens. Igualdade econômica principalmente. Isso soa como inveja. E é fácil demonstrar como não passa de balela.

O Vasco tinha um medalhão chamado Romário e mais 10 jogadores medianos. Enquanto a estrela do time recebia uma fortuna e nem aparecia para treinar, seus colegas de clube recebiam salários bastante "minúsculos" (tipo 60 mil, 50 mil, 20 mil - para jogar bola, tá excelente. Comparado com o salário de um professor, que estuda a vida toda, é salário de milionário). Evidentemente os jogadores faziam corpo mole e não se preocupavam em suar a camisa, afinal no final do jogo as honrarias iriam todas para o maior salário do time.

Em analogia, podemos pensar: se um funcionário de uma empresa privada ou pública, substituirá outro que ganha o triplo do seu vencimento, irá este esforçar-se para dar o melhor de si, se no final não haverá acréscimo nenhum em sua conta corrente?

Suponhamos que o comunismo/socialismo venha a tomar o poder. Sem dúvida alguma o crescimento do país será prejudicado. A partir de então todos terão um salário padrão. Diga-se de passagem, nivelado por baixo. Será que aquele pesquisador, aquele executivo ou aquele médico de ponta, irão se esforçar em suas especialidades em troca de um salarinho meia-boca?

Tomemos também como exemplo nossos dirigentes: o partido do nosso prefeito é de esquerda. O PT é a favor da luta de classes, do igualitarismo. Mas será que na prática é assim? O PT deveria dar o exemplo, ensinando como deve ser feita a distribuição de renda justa, conforme sua concepção. Deveria ser feito uma soma dos salários pagos pela prefeitura, desde o varredor de rua até o Chefe do Executivo. Do resultado seria feita uma média e todos receberiam o mesmo salário (médicos, dentistas, contadores, prefeito, cargos de confiança, faxineiros, professores, diretores de escola, etc). Isso seria o começo de uma luta de classes exemplar. E não é desculpa que um Provedor da Saúde, por exemplo, tem muito mais responsabilidade que o catador de lixo. Não é desculpa porque quando pregam o igualitarismo, não pensam nisso. Um fazendeiro ou um empresário que lutou a vida toda para ter uma riqueza não é obrigado a distribuir seus bens, conforme vociferam os socialistas?

Ao contrário, o que ouvimos pelos ambientes políticos, é que os secretários do Executivo querem receber o prometido no início do mandato. E os funcionários efetivos é que se danem. Afinal são pobres mesmo. Pelo menos terão algo pelo que sonhar: um utópico igualitarismo proveniente da luta de classes.

FPM - Sul de Minas


Prefeitos do Sul de Minas, segundo reportagem da EPTV , foram a Brasília em busca de recursos. Alegam ser por causa da "crise mundial" que Fundo de Participação dos Municípios foi afetado. Mas o nosso Presidente não disse que a crise financeira era apenas uma marolinha? Então na hora de mandar grana o discurso é outro?

E não aumentaram o número de vereadores? Com isso aumentará ainda mais o gasto público. Uma cidade do porte de Campanha-MG, com onze vereadores é absurdo. Não precisa mais que cinco.

Cidades do interior de São Paulo dão show em como administrar sem ficar com o rabo preso com o Governo Federal. Atraem o turismo de forma absurda. Nunca estão a depender de FPM. Por aqui a história é bem diferente. Além de ficar dependentes da esmola de Brasília, quando recebem alguma coisa é Moção de Aplauso e propaganda do Executivo que não acaba mais. Como se fosse algo extraordinário. Deputados quando criam emendas ao Orçamento beneficiando nosso município não fazem mais do que obrigação, afinal estão lá é para isso mesmo. Principalmente aqueles que foram eleitos majoritariamente em nossa cidade.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

COPASA

Saiu uma nota no Informativo da Prefeitura Municipal da Campanha MG, que chama a atenção: o sr. Prefeito recebeu um certificado e desconto de 20% na conta de água por pagamento em dia!

Pensei que fosse obrigação pagar pelo serviço prestado, afinal, nós, simples consumidores comuns, se não o fazemos no dia do vencimento, a próxima conta vem com multa e juros. E ainda estamos sujeitos a ter a água cortada.

Fui até o escritório da COPASA, e o cara disse que é praxe. Em qualquer cidade que a Prefeitura paga em dia suas contas, o Sr. Chefe do Executivo recebe o certificado e o desconto. Segundo o agente, é uma forma da COPASA ajudar as prefeituras.

Lindo isto. Nós, povão, que há muito não temos aumento salarial (em especial os servidores públicos municipais), temos de nos virar para honrar os compromissos com a conta de água, senão é corte na certa.

Estou me lixando para o tal certificado, mas o descontinho de 20% seria uma mão na roda nesta época de "crise mundial".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcador de visitantes


Engraçado como blogs com pouco tempo de lançamento aqui em Campanha - MG já atingem alto número de visitantes. Tem uns aí com mais de 10.000 visitas em menos de seis meses.

Não compreendo qual é a vantagem disso. Tenho 2 blogs com contador de visitantes e ambos iniciaram do zero. Não há nada mais gratificante do que ver o gradativo número de leitores subindo a cada dia. Mesmo que seja pouco. Afinal voce tem uma verdadeira noção de sua aceitação. Com isso há como melhorar os textos, lay-out e a divulgação.

E não venham dizer que é verdadeiro o número de visitas, conheço os internautas campanhenses há "longos anos". Pelo menos desde o ano 2000. Conheço também a qualidade dos leitores, afinal fui professor de algumas gerações. Sei muito bem o quanto o campanhense gosta de ler. Como doi...

Mas tem gente que gosta de enganar a si mesmo. Fazer o quê. Cada louco com sua mania.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Domingo_06/09/2009

No folheto O Domingo, celebração da missa com crianças, há no final um comentário por Isaias Silva Pinto, SSP.

Incrível os malabarismos que fazem os adeptos da teologia da libertação para impor sua visão marxista e materialista do Evangelho. No tal comentário, o sujeito diz:



"...Jesus fez uma coisa muito bonita no Evangelho de hoje? Curou um homem que não escutava e, por não escutar, também não falava bem. Era um homem excluído da sociedade. Estava completamente dependente da boa ação das pessoas. Jesus deu-lhe nova possibilidade de viver, denunciando as injustiças e anunciando a salvação."


Li e reli o Evangelho do dia e até agora não achei de onde o comentarista tirou que o surdo era excluído. Também não encontrei nenhuma denuncia de injustiça proclamada por Jesus.


O que encontrei foi exatamente o contrário:

1.O deficiente auditivo foi levado até Jesus por outros homens. Estes intercederam ao Salvador para que curasse o surdo. Se fosse excluído, não teria ninguém por ele. O que não é o caso. 2.Jesus recomendou com insistência para que não contassem a ninguém. Se Jesus estivesse "denunciando" alguma coisa, não faria o oposto? Se quisesse denunciar alguma coisa, teria Jesus incentivado as pessoas a irem e contar a todos o que havia acontecido. Que injustiças estavam sendo cometidas, blá-blá-blá, etc.


O que mais me preocupa é que este tipo de discurso, vem sendo aberta e descaradamente vomitado sobre nossas crianças. Distorção do Evangelho em nome de uma "teologia" política, igualitária, marxista e herege. Mansamente nossos filhos estão sendo educados socialistamente. Esta ação praticada pelas escolas, ainda dá para entender, mas no folheto da Santa Missa, é no mínimo aberração. Total afronta ao Santo Papa, ao Magistério e à Tradição.