terça-feira, 17 de novembro de 2009

Interesse Social



Tramita na Câmara Municipal, um projeto de lei que visa conceder transporte como forma de fomento à geração de emprego. Trocando em miúdos, o Executivo pretende conceder transporte a trabalhadores campanhenses funcionários de uma empresa em Monsenhor Paulo. Ótimo, afinal é uma maneira de indiretamente contribuir com a diminuição da taxa de desemprego.

Sabemos que quem deve arcar com o transporte (ou vale transporte) é a empresa empregadora. Mas viu aí, o Executivo, um jeito de ajudar os trabalhadores e ainda gerar novos empregos (compromete-se a empresa a criar 40 vagas em 180 dias a partir da publicação da lei).

Isto posto, podemos falar da Educação. Todos nós sabemos sobre o estado lastimável da Educação  pública em nosso país. Campanha não fica fora das estatísticas. Nosso município conta com algumas escolas particulares e uma cooperativa de ensino. Todas elas lutam com dificuldade para manter seu objetivo de instruir os filhos daqueles que querem um ensino diferenciado.

Querendo ou não a cooperativa e as escolas particulares, dão uma contribuição gigantesca à Educação em nosso município. Particularmente a Coopercamp (sobre esta posso falar afinal tenho tres filhos lá e fui o último presidente.), contribui com a geração de no mínimo 30 empregos. Paga seus funcionários em dia. Dá aumento aos professores anualmente. Tem um ensino (declarado por uma alta servidora da SRE!) como um dos melhores, do Sul de Minas. Infelizmente ainda não conta com sede própria. Tem o terreno, mas não sobra verba para iniciar a obra. O aluguel pago é algo dadaísta. Mas pela falta de alternativa é um "mal" necessário.

Considerando tudo isso, refletimos: por que o Executivo não ajuda nossas escolas particulares e  a cooperativa? Porque são "burgueses"? Ledo engano. Ao menos os cooperados da Coopercamp são em sua esmagadora maioria, pais e mães trabalhadores, funcionários públicos, operários, etc. Homens e mulheres que batalham para dar o melhor para seus filhos.  Quem tem grana mesmo, manda seus filhos estudarem no Marista em Varginha, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro. Será que é tão difícil assim, entender que a Coopercamp e as escolas particulares da Campanha prestam um serviço de extrema importância para a Educação campanhense? Elas estão ajudando a Educação. Talvez onde falham as públicas (que recebem verbas, tecnologias, livros, professores e servidores, etc), entram as privadas efetivamente educando.

Não peço aqui dinheiro para as escolas, mas pelo menos incentivos fiscais, como isentar de IPTU. Conseguir junto ao Governo Federal livros para as bibliotecas escolares e computadores. E por que não ajudar as escolas  a pagarem o vale transporte dos professores que veem de cidades vizinhas? Se pode beneficiar uma empresa de Monsenhor Paulo, não há nada de imoral ou ilegal em também incentivar nossas instituições que herculeamente sobrevivem numa economia tão precária como a campanhense.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009



Domingo fomos à Santa Missa as 10 horas. Confesso que fui com um pouco de receio. Este horário é tradicionalmente de Missa com crianças. Tinha prometido a mim mesmo que não iria mais neste horário, desde o Dia das Crianças. Neste triste dia, entrei na Catedral e a encontrei entupida de balões e pirulitos coloridos gigantes a ornamentarem até o presbitério. Deixei a Helen e os garotos (acolitaram a missa) e retirei-me da igreja. Voltei à noite. Impossível assistir a uma missa com este tipo de "liturgia" sem irritar-se ao extremo. Desde então não mais fomos à missa com crianças.

Ontem resolvemos ir neste horário, afinal os garotos iriam acolitar e à noite teríamos outro compromisso. E não é que surpreendi-me? A missa foi "simples". Sem o bendito teatrinho na hora da homilia. A Palavra foi proclamada pelo Sacerdote, sem aquele jogo crianças-padre-"animador". Só o Sacerdote, in persona Christi, a proclamar o Evangelho. Nada de musequetas trideistas. Até as crianças ficaram mais calmas. Nenhuma delas tentou derrubar o confissionário. Todos prestando atenção no rito e nas palavras do Padre. O que comprova que esta bagunça e liberdade modernista que pretende "chamar" as crianças para a igreja não cola. Ao contrário, dispersa ainda mais a garotada. É necessária a disciplina.É necessária a piedade ser cultivada desde pequeninos.

Saí da Catedral transbordando felicidade. Algo tão simples, mas que alegrou-me sobremaneira.

Outro ponto de extrema importancia que vem sendo trabalhado nestes dias em nossa Paróquia é a conscientização sobre o Dízimo. Infelizmente ouço com frequencia de "católicos" praticantes, que não pagam o dízimo porque o Vaticano é riquíssimo. Porque os padres não precisam de dinheiro, ao contrário deveriam doar os bens da igreja para os pobres e outros tipos de aberrações.

Será que estes "católicos" tem noção do tamanho do Vaticano? Será que eles sabem que esta cidade-estado é menor que Campanha? Será que sabem que o grande tesouro vaticano são obras de arte que na realidade são patrimônio da humanidade? Será que já imaginaram que mesmo que todas as obras de arte e edifícios do Vaticano fossem vendidos, o montante arrecadado não faria nem cosquinha na pobreza do mundo?

Mas tenho certeza que gostam de ir a igreja e encontrar o jornalzinho da missa (mesmo porque se não acompanharem o escrito, perdem-se.). Este custa dinheiro. Gostam de ver os bancos e chão da Catedral limpos. E isto custa dinheiro. Gostam de receber o Senhor Sacramentado. Isto também custa dinheiro. Gostam de ver a Catedral iluminada e ouvir pelo sistema de som, o que o padre está pronunciando. Também tem um preço.

O católico paga a conta de água, a conta de luz, o açougue, a cangibrina, o clube,  a escola, a faculdade, os impostos... mas para a Igreja não pode. E existe algo mais importante na vida de um católico do que a Igreja? Como podemos viver sem a Eucaristia? Será que é tão difícil assim entender isto?

A maneira que a Pastoral do Dízimo vem trabalhando juntamente com nossos padres para conscientizar o católico é algo maravilhoso. Dá até vontade de aumentar a contribuição. E já vi milagres acontecendo. Até alguém que há pouco era comunista e anticlerical já fez sua inscrição como dizimista. Glória a Deus por isto.


Água nojenta da Copasa





Água feia. A Copasa entrou na Campanha, esburacou as ruas. Fechou os buracos, mas deixou todos os paralelepipedos desnivelados. A água não tem diferença nenhuma daquela que era oferecida pela Prefeitura. A da Prefeitura tinha um preço acessível. A da Copasa tem preço de ouro, mas é horrível.

Tínhamos uma excelente água no Chafariz da Rua das Almas, mas deram um jeitinho de acabar com ela. Hoje temos a do CEC, mas já tentaram fechá-la. Se ao menos tivéssemos uma água de primeiro mundo, tipo EUA, onde bebe-se direto da torneira, a história seria outra. Aí poderiam meter a unha no preço. Agora o que fazem é uma covardia. E o pior é que somos todos reféns. Não temos a quem recorrer. Não temos a quem reclamar.


Água marrom da Copasa



Hoje ao abrir a torneira para lavar as mãos, fiquei surpreso. Quanto mais lavava, mas suja saía a água. Demorei para perceber que na real era a água e não minhas mãos que estavam imundas.

Vejam no vídeo acima a cor da água cristalina da Copasa. E o pior é que temos de pagar por esta lama. Não interessa se é um dia ou outro que ela vem nojenta. Então porque não descontam os dias de manutenção. Mas quem somos nós para bater de frente com a poderosa estatal? Temos de pagar sem chiar. Este é nosso Brasil. Esta é nossa Minas. Esta é nossa Campanha..

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Regional Sul I da CNBB contra o Aborto

MOÇÃO APOIO APROVADA EM ITAICI PELAS 46 DIOCESES DA REGIONAL SUL 1 DA CNBB 

Publicação autorizada pela Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB

“Na Trigésima Primeira Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, Povo de Deus, reunidos de 16 a 18 de outubro de 2009 em Itaici, Indaiatuba, SP, viemos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os deputados federais Luis Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC), que foram processados, julgados e condenados pela Comissão de Ética de seu partido à pena de suspensão de suas atividades parlamentares, retirados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendem e promovem a vida humana.

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção.

O proceder do Partido dos Trabalhadores, como de qualquer outro partido, que se comporte da mesma forma, demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência, garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do Estado Democrático, além de violar o direito fundamental à vida desde a concepção, garantido pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), homologado pelo nosso Congresso Nacional em 1992, e contrariando frontalmente a a mensagem central do Evangelho.

[...]

Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentado pelo financiamento e interesses estrangeiros, que querem impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.

Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os Direitos Humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação (Documento de Aparecida, nº 467)”. 

Fonte: Blog Canção Nova / Professor Felipe Aquino

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Cadê o Deputado Odair??? Deveria também manifestar sua solidariedade aos companheiros punidos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Crianças do Pronoama visitam o Villa Ambiental em São Paulo


Rhoxany Souza

Minas Gerais pode dizer que tem crianças ecológicas. Na última sexta-feira, 16.10, crianças da cidade de Campanha, extremo sul do estado mineiro, visitaram o Villa Ambiental, do Projeto Ambiental Estratégico Criança Ecológica. Os visitantes do estado vizinho a São Paulo são integrantes do Projeto Novo Amanhã – Pronoama, que oferece atividades para crianças carentes nos períodos extra turno escolar. Das 380 crianças atendidas pelo projeto, 34 foram escolhidas para visitar o espaço de educação ambiental da SMA. O critério de escolha foi o comportamento e o bom rendimento escolar.

O passeio começou no inicio da tarde, com a apresentação dos monitores, que explicaram a importância de se cuidar do meio ambiente. Os visitantes mineiros percorreram o “Vá pela Sombra” e o “Circuito das Árvores”, no Parque Villa-Lobos, antes de conhecer os personagens da turma Criança Ecológica e se divertirem com as atividades sobre a preservação do meio ambiente e como salvar o planeta. 


No tunel das sensações as crianças sentiram os efeitos do aquecimento global.

Os educadores do Pronoama prepararam as crianças para a visita antes de virem para São Paulo. Por isso, além de chegarem afiadas para conversar com os monitores sobre os assuntos abordados, elas levaram desenhos do Parque Villa-Lobos, feitos por elas, para darem de presente ao Villa Ambiental.
 
Segundo coordenador do projeto Pronoama, Augusto César, o objetivo da visita foi oferecer às crianças do projeto um conhecimento sobre a questão ambiental de uma maneira pedagógica e que despertasse o interesse da garotada. “Uma mistura de diversão e conhecimento”, resume. “Essa forma infantil e pedagógica de falar com eles permite que eles absorvam o conhecimento”, explica o coordenador, que quer continuar tratando as questões ambientais com as crianças após a visita.
 
Para a assistente social da prefeitura de Campanha e idealizadora da visita ao Villa Ambiental, Márcia Lemos Muller, “essas crianças serão os nossos multiplicadores em um município que tem muitos problemas sócio ambientais”. Márcia espera poder trazer outras crianças da cidade mineira para conhecer o espaço. “Acredito que o resultado vai ser muito positivo para a cidade”, conta.
 


Vinicius Ferreira
 
Mas quem garante mesmo que vai fazer a diferença em Campanha são as próprias crianças. Entre elas está Vinícius Ferreira, de 10 anos, que vai continuar separando o lixo para a reciclagem e cobrar para que os moradores de sua casa façam o mesmo. A pequena Rhoxany Souza, de nove anos, também vai cobrar que a sua mãe use ônibus para ir ao trabalho. E quando questionada sobre o que ela mesma vai fazer para ser uma criança ecológica a resposta rápida foi: “vou andar mais de bicicleta”.
 
Sobre o projeto Pronoama
 
O projeto Pronoama surgiu em 1993, idealizado pelos Irmãos do Sagrado Coração, com a proposta de acolher as crianças carentes e em risco social da cidade de Campanha, Minas Gerais. “Mas acolher não só como abrigar em um espaço físico, mas um acolhimento que desse para eles possibilidades de viver com dignidade” explica Augusto César, coordenador do projeto.
 
As crianças freqüentam o projeto todos os dias da semana nos períodos da manhã ou da tarde, dependendo do horário escolar. Quando chegam, recebem prioritariamente um reforço escolar com acompanhamento de educadores. Depois passam a participar de atividades como curso de pintura, tapeçaria, bordado, judô, capoeira, natação e informática.
 

Observando os pássaros.

"Bondade Mesquinha"

Li este artigo de Olavo de Carvalho, que dá continuidade ao tema da minha última postagem. Vamos a ele:



Nosso presidente, que jamais derramou uma lágrima pelos 40 mil brasileiros assassinados anualmente e muito menos fez algo para protegê-los, derreteu-se em prantos ante a escolha do Rio para sede dos próximos Jogos Olímpicos. Não é a primeira vez que ele dá mostras de sua notável capacidade lacrimejante. Ele chorou duplamente ao ser eleito e ao ser empossado, chorou vezes inumeráveis ao anunciar do alto dos palanques seus planos de governo, chorou no enterro do deputado petista Carlos Wilson, no das vítimas da chuva em Sta. Catarina e no dos mortos do acidente em Alcântara, chorou ao inaugurar o projeto "Luz Para Todos", chorou ao enaltecer seus próprios feitos num encontro de estudantes em São Paulo, chorou no Senegal dizendo que era de arrependimento pela escravatura, chorou ao prometer acabar com o desemprego em 2003 e depois novamente em 2006 (os desempregados continuam chorando até agora), e chorou quando o deputado Roberto Jefferson lhe falou do Mensalão: soluçou tão convulsivamente que ficou até parecendo que era o último a saber do imbroglio. São apenas amostras colhidas a esmo. Digitando "Lula chora" no Google obtive 29.600 respostas, e ante a mera perspectiva de examiná-las uma a uma quem sente ganas de chorar sou eu.
Diante dessa torrente de lágrimas, seria injusto negar que o sr. presidente tenha bons sentimentos. Que os tem, tem. O problema é que são morbidamente seletivos: para seus companheiros de militância, para os grupos sociais onde espera recrutar eleitores, e sobretudo para si próprio, coitadinho, é uma comoção arrebatadora, um enternecimento irresistível, um transbordamento de compaixão sem fim. Para os demais, tudo o que ele tem a oferecer é aquela forma requintada de crueldade passiva que se chama a indiferença. Incluem-se nessa categoria os 40 mil acima mencionados, as crianças brasileiras envenenadas pelas drogas das Farc, os malditos 17 mil reacionários fuzilados por seu amigo Fidel Castro e sobretudo as vítimas do terrorismo nacional, cujas famílias vivem no mais abjeto esquecimento enquanto os assassinos de seus pais e avós se empanturram de verbas federais, seja na condição de "indenizados", seja na de ministros, senadores, deputados, chefes de gabinete etc. etc. etc.
Longe de mim a suspeita de que as lágrimas de S. Excia. sejam fingidas. É justamente a espontaneidade delas que mostra o quanto os bons instintos presidenciais são seletivos, daquela seletividade natural e até inconsciente que revela, num instante, uma personalidade, a forma inteira de uma alma e de uma consciência. Se essa seletividade privilegia, enfatiza e enaltece com naturalidade espantosa os interesses político-publicitários do sr. presidente e ao mesmo tempo o torna cego e insensível para tudo o mais, não é porque haja nela alguma premeditação astuta, mas, bem ao contrário, é porque, simplesmente, ele é assim.
Sua consciência moral, em suma, é deformada pelo longo hábito, meio partidário, meio mafioso, da separação estanque entre os "amigos" e os "outros", entre "gente nossa" e "aquela gente". Se seus acessos de bondade vêm a ser sempre politicamente oportunos, não é porque ele os planeje, mas porque, no fundo da sua alma, ele não consegue conceber o bem senão sob a forma estreita e específica de uma estratégia partidária, sendo perfeitamente indiferente a tudo o que fique fora ou acima dela.
Especialmente acima. A prova mais patente da sua insensibilidade a quaisquer valores que transcendam a luta partidária veio logo após sua audiência com o Papa -- momento culminante na vida de todo fiel católico --, quando, tendo comungado sem confessar, redobrou a blasfêmia ao fazer chacota do ocorrido, dizendo que assim procedera por ser alma sem pecados. Para esse homem, até mesmo a religião que diz professar ardentemente não tem nenhum significado em si mesma, o Deus que ele diz adorar não tem nenhuma autoridade moral para julgá-lo, devendo antes amoldar-se com humildade à condição de personagem de piada instrumental ad majorem Lulis gloriam. Que depois, na África, ele exiba arrependimento por uma escravatura que jamais praticou, e faça acompanhar suas lágrimas da conveniente citação papal, eis aí a prova de que, na escala da sua consciência, sua alma cristã tem mais satisfações a prestar ante o auditório imediato do que ante o Juízo Final.
Subjugando ao oportunismo partidário mesmo aquilo que há de mais alto e venerável, suas efusões de bondade não são senão expressões visíveis de uma mesquinharia profunda, de uma pequenez de alma que, para dizer o mínimo, não é um bom exemplo para se dar às crianças.
Desprovido, ao menos aparentemente, da truculência natural de um Fidel Castro ou de um Pol-Pot, bem como da fanfarronice histriônica de um Hugo Chávez, esse homem traz no coração, como eles, aquela típica mistura de insensibilidade moral e sentimentalismo kitsch que caracteriza os sociopatas. Sua indiferença ao sofrimento real dos estranhos ao seu círculo de interesses contrasta de tal modo com suas tiradas de autopiedade obscena e com seu emocionalismo à flor da pele nas ocasiões politicamente convenientes, que não vejo como escapar à conclusão de que S. Excia. é uma alma deformada, cuja feiúra, exibida com ingênuo despudor a cada novo pronunciamento seu, condensa simbolicamente a miséria geral da época.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009



        Li o artigo do Zé Francisco no site Campanhanet em que expõe sua euforia e emoção até às lágrimas com a escolha do Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016.
        Também sinto, como ele, um enorme orgulho de ser brasileiro. Porém, vamos devagar com a euforia. Temos de tomar cuidado para não deixar o sentimentalismo esportivo eclipsar a verdadeira face de nosso país. Não é verdade que o Brasil está melhorando. Longe disso, podemos ver uma gritante violência assolando nossas cidades, desde as grandes metrópoles até as menores aldeias indígenas (lembremo-nos do infanticídio indígena “apoiado” pela Funai e por determinado setor marxista da CNBB – mas isto é assunto para outra reflexão). As rodovias não estão recebendo manutenção de primeira, o que observamos são operações tapa-buracos com fins eleitoreiros (tanto estaduais, como federais). A fome e a miséria ainda são uma realidade, principalmente no norte e nordeste. A Educação é praticamente nula. A Saúde um caos.
        Para erradicar a droga é preciso muito mais que uma Olimpíada. Esportes podem até minimizar a busca pela droga, mas não a elimina. Há casos de grandes atletas que usaram e usam drogas. O fenômeno americano Michael Phelps não gosta de um baseadinho?

        Zé Francisco, você acredita em coelhinho da páscoa? Acredita de verdade que o pré-sal vai resolver os problemas sociais de nosso amado Brasil? Meu amigo corinthiano, acorda! O Zé-povinho não vai receber nem migalhas de tal projeto. Como também não vai entrar nos estádios para assistir aos jogos do Mundial de Futebol e muito menos aos jogos olímpicos. Só vai quem tem dinheiro para pagar ingresso. E te garanto que não serão a preços populares.

        Irei às lágrimas quando Lula vencer o Obama de outra forma: brasileiros apoiados pela nação receberem o Nobel de Física, de Química ou de Medicina. Acho que quem riu por último riu bem melhor. Afinal os Estados Unidos agregam em suas terras, além das “pratas da casa”, gênios cientistas de outras nações que se lixam para a tecnologia e desenvolvimento. Enfim, dê pão e circo ao povo e o sentimentalismo abafa a realidade.
        Obs: Zé, usei o meu blog para discordar de seu artigo, pois o Campanhenet não dá esta abertura aos leitores. É um bom site, mas peca como o da Câmara e o da Diocese por não ser interativo. Não entendo o porquê, afinal qualquer site ou blog, abre espaço para intensa interatividade com o leitor através de comentários que podem ser publicados diretamente ou após uma moderação. 


terça-feira, 6 de outubro de 2009

RCC Campanha MG, TV Século XXI e Odair Cunha

A RCC da Campanha realizou missa na Catedral com um padre da TV Século XXI. Em cartazes espalhados pela cidade, fala que o deputado federal Odair Cunha, do socialista PT (partido abortista que católico não pode votar nem filiar-se, conforme ensina o Santo Magistério), apoiou.

 Fico intrigado: que apoio ou o que apoiou o deputado? Missa não é paga, pois nem toda a riqueza do mundo é capaz de cobrir o valor do Santo Sacrifício. Pagou o sacerdote que veio celebrar? Para que pagar se temos três fantásticos sacerdotes em nossa paróquia? Pagou a TV Século XXI? Estranho, pois a TV Canção Nova fez um programa de alto nível, divulgando nossa cidade e não cobrou um centavo. Aliás, a prefeitura não pagou nem a estadia da repórter e sua equipe. Clique aqui para ver os vídeos.

Qual seria então este "apoio" ? Seria pura e simplesmente a confecção dos cartazes? Mas seria necessário, a Renovação Carismática recorrer a um político para tal obra e ainda ficar com o rabo preso? Não seria mais honroso se os carismáticos fizessem uma vaquinha para conseguir a grana? O governo não vive frizando que o "Estado é laico"? Sejamos católicos verdadeiros e não nos vendamos por migalhas. Se o Estado é laico não aceitemos sua "ajuda" (que no fundo é uma ceva para angariar votos).  Sejamos fiéis ao dizimo. Campanha tem uma população predominantemente católica. Apenas mil e poucos são dizimistas. Destes, apenas uns quatrocentos são fiéis no seu compromisso. Se todo católico levasse a sério seu catolicismo, até no momento de pagar o dízimo, nossa Igreja não precisaria nem mesmo de tombar a Catedral.

E por outro lado, a conveniência. Se o Estado é laico, porque então permite o deputado que sua foto com o símbolo do partido apareça num cartaz de cunho religioso? E a RCC da Campanha, após bravamente no Cerco de Jericó assumir as madrugadas em fervorosa vigília ao Senhor Sacramentado, pisa na bola ao tomar tal atitude. Não deixem-se levar por politicagens. Veja o que vem aprontando na CN o tal do Chalita. O interesse maior dele é a eleição. Filiou-se a partido socialista e infelizmente vai pegar o voto de ingênuos e ignorantes  (ignoram o que ensina a Igreja a respeito do socialismo/comunismo) carismáticos.


   



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bassuma deixa o PT

CARTA DE DESFILIAÇÃO DIRIGIDA AO PT
Salvador, 28 de setembro de 2009

Exmo. Sr.
Presidente do Diretório Nacional do PT
Sr. Ricardo José Ribeiro Berzoini

NESTA,

Prezado Senhor,

Sou filiado ao PT desde 1995, estando em meu quarto mandato eletivo. Ao longo destes anos segui todas as orientações partidárias, dentro e fora do Parlamento. Em 2007 o Congresso do Partido aprovou uma Resolução favorável à legalização do aborto contrariando frontalmente convicções éticas, filosóficas e religiosas que trago comigo há mais de trinta anos.

Amparado pelo Artigo 67 dos Estatutos do PT e pelo artigo quinto da Constituição continuei exercendo normalmente meus direitos como parlamentar e cidadão.
Respondi durante quase um ano a um processo na Comissão de Ética, por contrariar tal Resolução, que se encerrou num julgamento pelo Diretório Nacional no dia 17 de Setembro de 2009, onde fui condenado a cumprir uma suspensão por doze meses, apenas por lutar em defesa da vida.
Por entender que com esta decisão, o Partido está colocando a legalização do aborto acima do Artigo 67, ferindo frontalmente meus princípios éticos, filosóficos e religiosos, eu, Luiz Carlos Bassuma, em consonância com o Art. 21 da Lei 9.096, de 19/09/1995 comunico minha desfiliação do Partido dos Trabalhadores, a partir desta data, conforme exigência da lei.

LUIZ CARLOS BASSUMA
Deputado Federal

Título de eleitor: 0235 8628 0515
Zona: 013 Seção: 0057

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Bassuma e Odair Cunha, de forma magistral defenderam a Vida, quando de uma Audiência Pública em que se discutia a Descriminalização do Aborto. Foi transmitida pela TV Câmara. Não me lembro a data. Mas o que importa é que defenderam a vida dos nacituros, contrariando a orientação do Partido dos Trabalhadores.

O PT puniu Bassuma (espírita) e Henrique Afonso (protestante). Não entendo como não fizeram o mesmo com Odair Cunha (católico). Mas digo que foi admirável a atitude de Bassuma. Deveria servir de exemplo para muitos políticos dito católicos tanto do PT quanto de outros partidos de esquerda, também favoráveis ao aborto e a Lei da Mordaça Gay. Bassuma não se vendeu. Preferiu deixar o PT a mudar sua convicção religiosa e filosófica.

Não sei qual o posição do deputado Odair Cunha ou qual sua estratégia, mas deveria solidarizar-se com os deputados punidos. Seria um grande feito se também se desfiliasse do PT, partido não só abortista, mas socialista. Afinal é o deputado um católico, "criado" na Comunidade Magnificat, do Padre Pepê.

A Igreja condenou tanto o socialismo como o comunismo. Desde Leão XIII até o atual Bento XVI, todos os papas, condenaram os Vermelhos. Um católico não pode de forma alguma apoiar partidos de esquerda. Não entendo porque ainda continua neste partido. Não creio que seja desconhecimento dos documentos da Igreja, pois tempos atrás, entreguei em suas mãos um artigo do Rafael Vitola, que mostra claramente porque um católico não pode filiar-se ou apoiar partidos de esquerda.