segunda-feira, 31 de março de 2014

II - Alguns aforismos feicebuquianos - Prof. Olavo de Carvalho

"O histérico não diz o que sente, mas passa a sentir aquilo que disse – e, na medida em que aquilo que disse é a cópia de fórmulas prontas espalhadas na atmosfera como gases onipresentes, qualquer empenho de chamá-lo de volta às suas percepções reais abala de tal modo a sua segurança psicológica emprestada, que acaba sendo recebido como uma ameaça, uma agressão, um insulto."

"Quando o sujeito recusa a graça divina, ele cai na máquina lógica do capeta. Então algo de mau lhe acontece e ele ainda piora as coisas achando que é castigo divino."

"No Brasil o analfabetismo funcional se tornou uma ciência."

"Se a Rússia é a campeã do cristianismo e os EUA são Sodoma e Gomorra, por que as imagens de Nossa Senhora estão chorando em Moscou, como fizeram logo antes da revolução de 1917, e não na Califórnia?"

"Quando é que vão entender que a porra da democracia liberal, embora seja uma confusão dos diabos, embora dê chance a tudo quanto é picareta e embora se revele incapaz de defender-se contra a propaganda totalitária, é o único regime no qual é possível viver como um ser humano?"

"O que no Brasil chamamos democracia liberal é o que os americanos chamam de conservadorismo."

"Nos EUA, 'liberal' significa 'esquerdista' ".

"Não dou dois anos para que a comunistada brasileira INTEIRINHA vire tradicionalista-duguinista-fascista e nem perceba que mudou em alguma coisa. Afinal, é apenas uma troca de demônios, indolor e até agradável. E é muito dinheiro escorrendo para as mãozinhas vorazes de milhares de pequenos canalhas."

"O Brasil é o balão de ensaio de tudo o que não presta. É a vanguarda da estupidez universal. E muito provavelmente a milicada, "sempre alerta na defesa da pátria", levará tanto tempo para perceber o duguinismo quanto levou para perceber o gramscismo. Com a ascensão do duguinismo, o Brasil passará da fase dos assassinatos de reputações à dos assassinatos políticos propriamente ditos. A Rússia tem pressa. Com uma esquerda intelectualmente decrépita, o duguinismo torna-se a ÚNICA força cultural ativa dotada de recursos financeiros para ocupar o espaço. Esta é a base do meu prognóstico. Os brasileiros ainda não conhecem o horror em estado puro. Conhecerão e, de puro medo, o tomarão por divino."

"Toda filosofia se constitui em torno de uma pergunta, objetivo ou interesse central, que subordina e organiza cada uma das suas partes. Em Leibniz, por exemplo, é a busca da harmonia universal. Em Platão o desejo do Bem Supremo, em Aristóteles o anseio de ordem e claridade inspirado na Razão divina. Em Antonio Gramsci a meta única em torno da qual giram todos os pensamentos é: Como podemos destruir tudo em torno e colocar no lugar o "poder onipresente e invisível" do Partido Comunista? Ele nunca teve um pensamento, nunca escreveu uma palavra, nunca fez uma pergunta que não nascesse do desejo ardente e obsessivo de alcançar esse fim, que orienta cada linha dos "Cadernos do Cárcere" e por sua vez permanece indiscutido e imune a todo exame. Nietzsche também queria derrubar tudo, mas para colocar no lugar um mítico Super-Homem, não uma pseudo-elite de burocratas iluminados. Era tão destrutivo como Gramsci, mas nunca pequeno, nunca mesquinho. Gramsci era pequeno fisicamente, mas também moralmente. Seus admiradores invertem o lema do monge Gyges, "subir sobre os ombros de gigantes", e se colocam sob a bunda de um anão."

"O culto de Gramsci é tão desprezível quanto o de Che Guevara ou Nelson Mandela."

"Diz-me quem admira e te direi quem és. Os Lamarcas e Marighelas escondiam bombas em lugares públicos e saiam correndo. Ou, armados de metralhadoras, aterrorizavam indefesas escriturárias de bancos. Ou, como Carlos Eugênio Paz, matavam gente pelas costas e se gabavam disso. Ou, como Carlos Lamarca, esmigalhavam a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado. Ninguém, na direita, aplaude ou idolatra o delegado Fleury ou os assassinos de Vladimir Herzog, mas o pessoal da esquerda ama a sua escória como se fosse uma plêiade de anjos. Só nisso já há todo um universo de diferença."

"Medicina socializada significa apenas que alguns não pagam pelos tratamentos que recebem e todos os outros pagam pelos tratamentos que não recebem."

"O negócio não é "Não vote no PT". É NÃO VOTE EM COMUNISTA. Em nenhum comunista, seja do PT ou de onde for, seja ostensivo ou camuflado. 
Coisas como PSTU e PSOL são INFINITAMENTE PIORES do que o PT. 
NÃO VOTE EM COMUNISTA.
NÃO VOTE EM PUXA-SACOS DO COMUNISMO.
NÃO VOTE EM CÚMPLICES DO COMUNISMO."


quinta-feira, 27 de março de 2014

Espera enervante dentro do Santander.

Sai do serviço às 13h e fui ao Banco Santander. Um simples depósito na poupança de um dos filhos. Peguei a senha. Assentei para esperar minha vez. Faminto, pois ainda não havia almoçado. Por sorte levei um texto do Clóvis de Barros. Bom, aproveito para adiantar a leitura. Não consegui ler o primeiro parágrafo. Um maldito apito intermitente gritava de 10 em 10 segundos. Não consegui descobrir de onde vinha. Como concentrar-se na leitura com este som infernal no ouvido? Parecia o som daqueles aparelhos em hospitais que vemos nos filmes.

A fome aumenta. A leitura caminha a passos curtíssimos. O tempo parece que está paralisado. Pessoas com preferência continuam chegando. Umas realmente precisam, outras nem tanto. Leis estranhas num país estranho. Olho para uma placa na minha frente: "Proibido o uso de celular dentro da agência." Outra diz que não posso fumar.

Existe (só no papel) uma lei municipal que regula o tempo de espera do cliente bancário em 15 ou 20 minutos no máximo. Nunca foi respeitada. Em nenhum banco privado ou estatal. Gostaria de saber o que aconteceria se eu tivesse acendido um cigarro ou usado o celular para acessar a internet para passar o tempo. O que aconteceria comigo? Provavelmente seria convidado a me retirar ou algo pior. 

Os bancários são gentis, educados e bastante prestativos. Penso que a culpa não é deles. Talvez seja o uso de máquinas obsoletas e falta de pessoal. Bancos lucram milhões, mas não investem em tecnologia e empregados para adaptar à lei. Muito menos dariam a mínima para leis municipais. Mesmo porque, aqueles que deveriam fazer esta (e outras leis) funcionarem não tem coragem e peito para tanto.

Enfim, depois de 1 hora de espera consegui fazer o tal depósito. Sai do banco. Acendi um cigarro e caminhei até meu lar. Naturalmente. Como se nada tivesse acontecido.

sábado, 8 de março de 2014

Mulheres...

Num programa da rádio comunitária local, hoje pela manhã, uma ex-secretária municipal da Cultura estava sendo entrevistada. Não consegui ouvir toda a conversa, pois duas intervenções da apresentadora foram capazes de me fazer desligar o rádio.

1- Disse a moça, que a Igreja Católica deveria (isso em tom imperativo e de censura) canonizar todas as 129 operárias queimadas vivas em 1857 dentro de uma fábrica em Nova Iorque porque foram verdadeiras mártires.

Será que a moça, que se diz católica, não sabe o que é um mártir? Mártir é aquele que morre em função de não renunciar sua fé em hipótese nenhuma. Prefere a morte a ir contra os dogmas de sua religião. Pelo que sabemos, estas mulheres que morreram queimadas não foram pelo fato de serem católicas. Talvez fossem em sua maioria, socialistas. Aí sim, a apresentadora estaria certa. Morreram levantando sua bandeira vermelha. Só que a canonização deve ser feita pela Igreja, mas pela outra "religião": o marxismo.

Aliás, não perderam tempo e as "canonizaram" sim: em 1910 as delegadas do Partido Socialista Americano que participaram em Copenhague do Congresso Internacional Socialista conseguiram firmar o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. O que passa a ser "oficial" a partir de 1975 quando a ONU decreta a década da mulher 75/85.

2- Demonstrando não ter muitos argumentos para outro mito, sentenciou a nossa apresentadora que hoje as mulheres concretizam sua emancipação, pois antigamente (de que raios se trata esse "antigamente"?) as mulheres não tinham voz. Se a intenção era atacar a Idade Média, digo que há um grande equívoco. Foi justamente na "Idade das Trevas" que a mulher passou a ter uma posição igual à do homem. Tivemos casos brilhantes de mulheres que dominaram seu século como uma Branca de Castela ou uma Eleonora de Aquitânia. Durante o medievo, em que a Igreja era "universalmente" ouvida, as mulheres tiveram seus direitos colocados em prática. Isso porque a Igreja influenciou na evolução do Direito Ocidental. Com o declínio da Idade Média, foi redescoberto o Direito Romano. Daí foi um passo para as mulheres perderem tudo que tinham conquistado. É bom deixar claro que uma possível sugestão de que a Idade Média (e por tabela, a Igreja) foi quem "calou" as mulheres não passa de uma falácia constantemente bombardeada pela mídia e professores na cabeça dos incautos. 

Minha maneira de pensar é: dia das mulheres é papagaiada. Mulheres merecem nosso carinho, respeito e admiração todos os dias do ano.

Giovani Rodrigues 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FLIC 2014 - Homenageados: Monsenhor Lefort e Pedro Xavier da Veiga

A FLIC – Feira do Livro da Campanha/MG é um evento realizado anualmente na cidade de Campanha/MG, desde 2001, pela ONG Sebo Cultural.  O LIVRO como patrimônio cultural de Campanha é apresentado como protagonista do evento por meio da homenagem prestada a figuras que contribuíram para ampliação do acesso da população à informação, à leitura e ao livro.

O evento é organizado pela ONG Sebo Cultural, uma Associação Civil sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 17 de fevereiro de 2001 no município de Campanha/MG. Reconhecida como de Utilidade Pública Municipal, Lei nº 2670, de 16 de julho de 2008 e de Utilidade Pública Estadual, Lei nº 19.309, de 22 de dezembro de 2010. A FLIC faz parte do Calendário do Circuito Nacional de Feiras de Livros, MinC/FBN/CBL, é integrante do Calendário de Feiras e Eventos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e é destaque no Calendário de Eventos do município de Campanha/MG.

Uma das estratégias utilizadas para a ampliação do acesso aos livros é o Programa Vale-livro adotado na Feira do Livro desde 2003, com a participação de alguns empresários do município que colaboram e em contrapartida têm a logomarca das empresas estampadas no vale-livro. Os vales são distribuídos para os estudantes da rede de ensino do município. Com o vale-livro em mãos, o estudante pode visitar os estandes dos expositores presentes à FLIC e trocá-lo por publicações de seu interesse.

Também contribui para o acesso aos livros e o incentivo à leitura, a FLIQUINHA, um programa dentro da FLIC – Feira do Livro da Campanha/MG, formado por um conjunto de projetos sistematizados para serem desenvolvidos ao longo do ano, entre uma edição e outra do evento e voltados para o público infanto-juvenil. Com ele, busca-se o envolvimento de toda a rede de ensino desde a educação infantil, a creche e a pré-escola passando pelo ensino fundamental, nos anos iniciais e finais até o médio, inclusive educação profissional, educação de jovens/adultos e especial em escolas públicas e particulares, urbanas e rurais. Tal programa traz como grande objetivo despertar o gosto pela leitura, tanto a literária como a técnica, científica, histórica, geográfica, imagética dentre outras e sempre a partir da bibliografia produzida pelos ou sobre os homenageados da FLIC em atividades interdisciplinares e transversais. E sempre tendo como ponto de partida e eixo norteador de todas essas ações o livro e a paixão pela leitura.


A 14ª FLIC será realizada nos dias 15 a 17 de maio de 2014, dedicada ao centenário do campanhense, sacerdote, historiador, genealogista, arquivista, heraldista, filatelista, numismata e orquidófilo, Mons. José do Patrocínio Lefort.


E também ao campanhense, intelectual, jornalista, historiador e político brasileiro, Com. José Pedro Xavier da Veiga.

Mais informações sobre a FLIC - 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Digníssimo ou Diviníssimo? Hoje é dia de adoração.

Hoje é quinta-feira, dia de adoração ao Santíssimo Sacramento. Minha devoção à Eucaristia nasceu na minha época de RCC. Lá nos idos de 1993. Lembro-me que naquela época aprendi a responder ao Graças e Louvores sejam dados a todo momento, com a frase: "Ao Santíssimo e DIGNÍSSIMO sacramento". 

Até que certo dia, ouvindo a na época ainda muito boa Rádio Canção Nova, alguém ensinando que a resposta correta era: " ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO sacramento". 

Hoje, ouço as pessoas respondendo da primeira forma. E não em pouco número.

Na verdade a forma "digníssimo" era uma forma de tratamento muito usada para designar pessoas que ocupam cargos públicos (deputados, prefeitos, vereadores, governadores, etc.). Ou seja, pobres pecadores como nós. Curiosamente, o Manual de Redação da Presidência da República, aboliu este pronome para autoridades, pois a dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo redundante a sua repetição.

Portanto se até entre nós, homens, caiu em desuso tal pronome de tratamento, que dirá para o Nosso Salvador, que é Deus?

A maneira correta é "Graças e Louvores sejam dados a todo momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento". Afinal Jesus eucarístico é ou não é DIVINO? 

Giovani Rodrigues

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Debates

"O único contra-ataque seguro é, portanto, a que já Aristóteles indicava no último capítulo dos Tópicos: não entrar em controvérsia com qualquer um que chegue, mas só com aqueles que conhecemos e dos quais sabemos que têm inteligência suficiente para não propor coisas abusurdas que levem ao ridículo, e que têm suficiente talento para discutir à base de razões e não com bravatas, para escutar e admitir tais fundamentos, e que, enfim, apreciem a verdade, prestem com gosto o ouvido às razões, mesmo quando procedem da boca do adversário, e sejam o bastante equitativos para suportar que não se lhes dê razão, quando a verdade está do outro lado.

 Disto segue-se que, entre cem pessoas, há apenas uma com a qual valha a pena discutir. Aos demais, deixemos que digam o que querem, porque desipere est juris gentium (ser idiota é um dos direitos do homem) (...)

Em todo caso a controvérsia é, com freqüência, útil para os dois lados, como um roçar de cabeças que serve para cada um retificar os próprios pensamentos e também para adquirir novos pontos de vista. Mas os dois contendores devem ser similares em cultura e inteligência. Se um carece da primeira, não capta tudo, não está au niveau. Se carece da segunda, o rancor que este fato produz o instigará à deslealdade, à astúcia, à vilania."

Fonte: "Como vencer um debate sem precisar ter razão - Em 38 estratagemas (Dialética Erística)" - Arthur Schopenhauer (Introdução, Notas e Cometários Olavo de Carvalho). Págs 183/184. Topbooks Editora 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

É tão bom rezar por você.

Olegário N. de Lima (arquivo pessoal)
Eu entendo que posso incentivar a oração, mesmo que eu não a faça como deveria fazer.

Eu entendo que posso falar de Deus aos outros, mesmo que nem sempre eu fale com Ele

Eu entendo que posso incentivar à devoção aos santos, ainda que eu me esqueça dos meus...

Eu entendo que posso falar de doutrina católica, apesar de nem sempre fazer o que ela me obrigue a fazer.

Eu entendo que posso falar horas a fio do valor infinito da Santa Missa, ainda que eu tenha dela me ausentado por inúmeras vezes...

Eu entendo que posso falar da devoção do Rosário, sabendo que não o desfio há dias...

Eu entendo que posso discutir valores e juízos; apesar de não ser um menestrel da moral.

Eu entendo que posso debater ideologias; ainda que tenha abandonado as minhas.

Eu entendo que possa parecer bom aos outros, consciente de quem sabe de mim é Deus!

(E eu não sou bom....)

Eu entendo que posso explicar a todos o martírio dos santos, ainda que eu não os venere mais com piedade...

Eu entendo que posso fazer alguém ser católico, mesmo sabendo que hoje não sou digno dessa graça...

E isso não me soa hipocrisia.

Porque eu entendo que não sou o centro das coisas a serem medidas...

Ainda que eu não faça o que seja certo, eu me felicito quando posso ajudar alguém a fazê-lo

E isso eu aprendi - porque compreendi - que é tão bom rezar por você
Ainda que eu não reze por mim...

Fonte: Status de Olegário no Facebook

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Algumas reflexões feicebuquianas - Francisco Razzo

Francisco Razzo* 
"Muitos autores podem não ser filósofos no sentido pleno da atividade. No entanto, seus "insights" geraram problemas filósofos oportunos e sérios. Eu procuro relaxar o termo em relação ao que vem ou não vem a ser um “filósofo de verdade”. Por exemplo: Dostoiévski é filósofo? Evidente que não como Hegel ou Kant, Descartes ou Husserl, mas ele colocou problemas filosóficos tão profundos e inquietantes em seus romances que não poderíamos deixar de qualificá-lo como um dos maiores."

"A religião não é uma condição para você ser de direita, mas certamente é uma condição para ser de esquerda. Todo esquerdista é, por definição, um crente em sua religião política. Todo esquerdista reza o dogma da imaginação totalitária: creio no homem todo poderoso e criador de si mesmo. Em minha perfectibilidade e na pureza das minhas ideias. Creio que poderei mudar o mundo e que minhas ideias são a luz da luz. Creio na glória do progresso que a de vir e julgar os vivos e trazer mais mortos. Creio no meu reino que não terá fim. Professo que não há pecados e todas injustiças serão punidas no nosso tribunal. Creio no coletivo e no poder santificador do Estado. Creio na glória do futuro e na vida do mundo que há de vir."

"Não da pra confiar na educação de um país que ainda não disponibilizou as obras completas de Aristóteles traduzida."

"Eu não voto. Anulo. E isso é um problema meu. Deito com a cabeça tranquila em relação aos incompetentes que administram os municípios, os estados e o país. Lavo minhas mãos. Eu sei que você votou no Lula por um lapso de ter acreditado na democracia. Eu não. Deu no que deu: socialismo acenando. Em geral, acredita-se que política se faz nas urnas. Uma consciência, um voto. Isso não passa da proletarização da política. A democracia precisa de um arcabouço moral que a sustente. Não temos. Brasileiro é brasileiro."

"É bom ser rico. Ver os filhos sorrirem. Estar perto da esposa amada. Curtir a companhia do avô coruja. Se orgulhar da conquista dos amigos como se fossem as nossas próprias conquistas. Confiar nos amigos. Almoçar com a família. Chorar com a família. Brigar e fazer as pazes com os irmãos. Matar a saudade das pessoas queridas. Compartilhar a felicidade. Ser grato. Sou rico. E só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas e pobres."

"Como se conhece uma faculdade de filosofia? Ora, pelo que está sendo produzido de pesquisa, pela análise das emendas dos cursos, pela leitura das dissertações e teses produzidas, os métodos de análise utilizados na interpretação dos textos e problemas filosóficos, pela bibliografia e grade curricular oferecida, pela análise do currículo dos professores, as suas linhas de pesquisas, pela produção acadêmica que pode ser checada no perfil dos congressos e no editorial das revistas acadêmicas. Os problemas do ensino de filosofia no Brasil são muito mais sérios do que as disputas ideológicas “esquerda vs. direita”.

* Prof. Francisco Razzo: Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2013). Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia São Bento – SP (2003-2007). Escreve nos blogs: Fides et Ratio e Ad Hominem

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Alguns aforismos feicebuquianos - Prof. Olavo de Carvalho

"A maconha não induz a comportamentos anti-sociais, o Código Penal produz o crime, os mensaleiros são vítimas inocentes e o PCC não é uma organização criminosa, é um "movimento social". Só falta agora dizer que os bebês têm de dar de mamar às mães e que maneira mais viável de gerar filhos é tocar punheta sozinho no banheiro."

"Antigamente muitos diziam que o Brasil, para tomar jeito, precisava de um banho de sangue. O banho de sangue já está aí, setenta mil pessoas assassinadas por ano, e o Brasil fica cada vez mais sem-vergonha."

"Pelos frutos os conhecereis. A experiência da prisão gerou coisas como as "Recordações da Casa dos Mortos" de Dostoiévski, o "Diário da Felicidade" de Nicolae Steinhardt, "La Dialectique do Monde Sensible" de Louis Lavelle, "Marx e Satã" de Richard Wurmbrand e praticamente toda a obra de Constantin Noica, No Brasil, produziu só a inesgotável literatura de autocomiseração comunista e uma corrida voraz às indenizações."

"Sabatina de ministro no Senado é uma assembléia de jumentos avaliando um burro."

"A perfeição do analfabetismo funcional se alcança quando o sujeito não sabe ler o bastante para perceber que não sabe ler. Isso dá uma tremenda sensação de segurança."

"Quanto mais analfabeto e repetidor de chavões um sujeito é, mais se acha qualificado para julgar o meu trabalho e os meus alunos. Não falha nunca. Um mistério : Se esses fulanos não assistem às minhas aulas nem lêem os meus livros, de onde tiram a conclusão de que vocês são repetidores servis? Sem conhecer o original, como identificar a cópia? A coisa é tão inviável, lógica ou psicologicamente, que só se explica como fantasia histérica autoprojetiva."

"A reeducação das emoções é impossível sem passar primeiro pela reeducação da inteligência, de modo que esta assuma, pouco a pouco, o comando da alma inteira e se torne o centro da personalidade em vez de um penduricalho inútil a serviço da vaidade."

"Ser inteligente é, nesse sentido, como já lembrava Lionel Trilling, a primeira das obrigações morais. Sem inteligência, até as virtudes mais excelsas se tornam apenas caricaturas de si mesmas."

"Numa alma bem estruturada, as emoções refletem naturalmente o senso das proporções e a realidade da situação. A afeição, a esperança, o temor, a ansiedade, o ódio são proporcionais aos seus objetos e, nesse sentido, são verdadeiros órgãos de percepção. Afiná-las para que cheguem a esse ponto é o objetivo de toda educação das emoções. Na sociedade histérica, porém, cada um só pode alcançar esse objetivo mediante um tremendo esforço de tomada de consciência e de auto-reeducação. O que deveria ser simplesmente o padrão da normalidade humana torna-se uma árdua conquista pessoal."

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Igreja e a pobreza.

A partir de uma postagem do amigo seminarista Vinicius Faria, LC no Facebook, outro amigo de peso, o Prof. de História, Rafael de Mesquita Diehl, fez vários comentários que valem a pena ser transcritos neste blog para que mais católicos tenham acesso. Em especial os meu conterrâneos que não tem o privilégio de conhecer o historiador curitibano isento de falácias marxistas e modernistas.

Postagem inicial do Vinicius Faria:

Seminarista Vinicius Faria
Perguntei ao Cláudio Pastro se ele preferia ouro ou materiais mais simples na confecção dos vasos sagrados. Ele
disse que prefere materiais mais simples. 
Mas se o ouro representa a divindade o que representaria um cálice de barro?

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Em seguida surgiram diversos comentários, mas achei bastante relevantes os do Prof. Rafael:

Prof. Rafael de Mesquita Diehl
Para a última Ceia, Ele preferiu ao menos um cálice de Sardônica... (em resposta a alguém que argumentou que Jesus preferiu as palhas da manjedoura).

Cristo é o mesmo Deus que pediu para que o Tabernáculo no deserto fosse ornado com ouro. O cenáculo mesmo não era qualquer lugar, mas o triclinium bem decorado da casa de São Marcos. Desde que receberam liberdade de culto, os cristãos buscaram erguer belos edifícios para o culto, como expressão pública da fé que já celebravam proporcionalmente com a dignidade máxima possível em época de perseguições.

O maior apóstolo da pobreza, São Francisco de Assis, escrevera aos custódios da Igreja para que todos os objetos que fossem associados ao culto eucarístico fossem de metais preciosos. Mesmo o papa Francisco com toda a sua pobreza pessoal não dispensa os cálices dourados nas missas.

A pobreza cristã é pessoal, é para si mesmo e não para os outros. Empobrecer o Culto Divino como forma de tornar a Igreja pobre todo mundo quer, mas quero ver a renúncia e austeridade pessoal.

Todo mundo hoje em dia acha lindo a Igreja sem preciosidades no culto, mas acha absurda um casal abdicar-se de certos luxos para ter uma família numerosa. Isso é falsa pobreza.

Se a túnica de Cristo fosse chumbreguinha, os soldados não teriam sorteado-a... 

Já dizia o ditado: "pobreza no dos outros é refresco"... muito cômodo cobrar da Igreja que despoje o culto divino do que lhe é lícito para que não precisemos renunciar aos nossos comodismos.

O Papa Francisco vive uma pobreza pessoal. A pobreza no Cristianismo é pessoal, parte de cada pessoa e se vive de acordo com os deveres de estado de cada um (um pai de família não pode viver como um frade, pois sua família depende de suas rendas). A pobreza do cristianismo não é um fardo imposto por outrem, mas algo que parte da pessoa.

Um sujeito rico que investe seu dinheiro em ajudar uma escola gratuita que ensine profissões à crianças pobres, por exemplo, está agindo com pobreza e caridade: está abdicando de parte de sua fortuna e está usando-a de forma não só a saciar a fome do momento, mas de forma a gerar oportunidades para quem não as têm.

No século XV, o Chanceler do Duque da Borgonha, Nicolas Rollin, não teve filhos, era estéril. Ele investiu toda a sua fortuna para construir um hospital gratuito para doentes vitimados pela peste. O hospital era atendido por freiras. O quarto dos doentes terminais era o mais bonito do hospital, com camas de veludo vermelho, como da nobreza flamenga, para os doentes mais sofridos. Ao fundo, uma capela com um altar decorado por um retábulo de madeira folheado a ouro pintado pelo mais célebre artista da região, Rogier van der Weyden. A decoração digna da capela como vê não foi desculpa para fazer uma grande obra de caridade.

Do Templo de Jerusalém Jesus expulsou só os vendilhões. O altar de ouro e os vasos preciosos do culto ficaram.

A viúva pobre que Jesus elogia por doar suas 2 últimas moedas estava doando para o TESOURO DO TEMPLO.